São Paulo - O que antes era preocupação, virou motivação para o Corinthians. A fase preliminar da Libertadores diante do Once Caldas foi o primeiro desafio para Tite, técnico do vexame de 2011, contra o Tolima, antes de ter se consagrado com o título continental em 2012. Mas a maneira como a equipe jogou as duas partidas (goleada por 4 a 0 no Itaquerão e empate por 1 a 1 em Manizales), animou os corintianos para a sequência do torneio.
Em pouco mais de um mês de trabalho desde o seu retorno ao clube, Tite já conseguiu fazer com que a equipe apresentasse a consistência defensiva que notabilizou o Corinthians durante a sua passagem vitoriosa, entre 2010 e 2013. O treinador soube aproveitar a base deixada por Mano Menezes e acrescentou alguns conceitos que aprendeu durante o seu ano sabático, no qual viajou para a Europa para estudar. Não à toa a equipe chegou a ficar 500 minutos sem sofrer gol neste início de temporada até ser vazada diante do Once Caldas no jogo de volta.
No ataque, o Corinthians é hoje um time que toca melhor a bola do que nos tempos de Mano Menezes. Assim, o time consegue controlar a partida e evitar que o adversário pressione a defesa Elias passou a jogar mais adiantado para apoiar os homens de frente. Com esse novo desenho tático da equipe, são frequentes as vezes em que o volante chega de surpresa no ataque e pega o adversário desprevenido.
Outra arma do Corinthians para conquistar o bicampeonato da Libertadores é Emerson Sheik. O atacante retornou à equipe depois de passar seis meses emprestado ao Botafogo. Tite chegou a dizer que Emerson só iniciou o ano como titular porque Malcom estava com a seleção sub-20. E Sheik soube aproveitar a chance. O primeiro gol do Corinthians na Libertadores foi marcado por ele. E foi um golaço, reforçando a sua condição de jogador que costuma brilhar em partidas importantes.
Apesar de o Corinthians estar no chamado "grupo da morte" com São Paulo, San Lorenzo (Argentina) e Danúbio (Uruguai), Tite confia que a equipe pode avançar - e bem - para as oitavas de final. Pelas contas da comissão técnica, o time tem de ganhar os três jogos em casa e roubar pontos fora.

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