Timão quer transformar Pacaembu na Bombonera
São Paulo - Transformar o Pacaembu na Bombonera. A enlouquecida torcida do Boca Juniors é a inspiração de Daniel Passarella no jogo mais importante de 2005 para o Corinthians: contra o Cianorte, amanhã, às 20h30. O time precisa vencer por quatro gols de diferença para seguir na Copa do Brasil.
Conversando com Tevez, o treinador descobriu a fórmula que o Boca adota para transformar o seu estádio em um inferno para o adversário. E repetirá a estratégia contra os paranaenses.
Foi respeitando esse jeito argentino de ver futebol que Kia Joorabchian não levou a partida para o Morumbi. Devido à proximidade dos torcedores do gramado, o Pacaembu se mostrou ideal para se transformar na reprodução da Bombonera em São Paulo.
''A fórmula é uma só: fazer o primeiro gol no primeiro tempo. Porque depois a torcida se inflama e empurra. Os adversários não conseguem nem pensar com tanta pressão. A torcida corintiana empurra mesmo. A gente conversou com o Passarella. O segredo é o primeiro gol. Depois, ninguém segura'', aposta Carlos Alberto.
Todos os 34,2 mil ingressos foram vendidos. A procura foi enorme, como se fosse uma final. ''Vamos arrecadar mais de R$ 500 mil'', diz o diretor de arrecadação Luís Granieri.
Passarella apelará para uma blitz desde o início. A ordem é marcar a saída de bola do Cianorte, empolgar a torcida, fazer logo o primeiro gol e ser empurrado pelos corintianos para a busca da goleada.
Passarella ensaiou muito jogadas de bola parada. Os zagueiros Marinho, Betão e Sebá deverão estar na área para cabecear nos escanteios ou nas faltas laterais. ''Tão importante quanto como a estratégia e as jogadas ensaiadas será o nosso comportamento psicológico. Já estamos conscientes de que não podemos nos desesperar. O desespero é a pior coisa que nos pode acontecer'', ensina Sebá.
O treinador tem todos os detalhes do Cianorte. Fitas, perfis individuais dos atletas adversários e táticas mais utilizadas pelo técnico Caio Júnior. ''Sabemos tudo do Cianorte. Só pensamos em Cianorte desde aqueles 3 a 0. Finalmente está chegando a hora de pegar esse time de novo'', comemora Carlos Alberto.
Desfalques Além do zagueiro Anderson expulso no jogo em Maringá , Gil e Coelho estão fora da partida contra o Cianorte. Embora tenham feito tratamento intensivo desde que sentiram distensões musculares durante o jogo contra o Ituano, será impossível a recuperação a tempo.
Passarella usou a sua experiência como jogador na hora de conversar com os atletas. O argentino percebeu a enorme vontade dos dois de enfrentar o Cianorte. Mas foi claro: não queria que as contusões fossem agravadas.
A ausência dos dois prejudica os planos ofensivos do treinador. Gil estava superando a má fase e brigava por uma posição de titular. ''Eu sei que havia recuperado a minha melhor forma. Estava muito bem. O Passarella não parava de me elogiar. Sonhava enfrentar o Cianorte'', dizia Gil antes de saber do diagnóstico que o afastava do decisivo jogo contra os paranaenses. (Agência Estado)





