São Paulo - O Corinthians entra em campo hoje, às 16 horas, contra o União São João, no Pacaembu, precisando de um empate para se classificar à próxima fase do Campeonato Paulista. Se a equipe vencer por uma diferença de dois ou mais gols, entrará nas quartas-de-final com a vantagem de ter o mando de campo e jogar ainda pelo empate.
Os últimos encontros com seus torcedores no estádio não deixaram boas recordações para os jogadores e o técnico Geninho. Contra o Cruz Azul, apesar da vitória por 1 a 0, o time saiu de campo vaiado e o treinador foi xingado de burro. Depois, contra o São Caetano, a equipe perdeu por 3 a 0 e mais uma vez teve de suportar a fúria.
O treinador tem problemas para escalar o time. Gil, com estiramento no músculo posterior da coxa esquerda, continua em recuperação e não joga. Lucas, o outro atacante, também não tem condições de atuar em razão de uma fratura no pé esquerdo. E o lateral-esquerdo Kléber, uma das boas alternativas de ataque, voltou do Uruguai com uma contusão no pé direito e pode ser vetado. Se ele não puder jogar, o novato Roger (recém-promovido dos juniores) ficará com a vaga.
Para o ataque, sobrou a opção de escalar o meia Fumagalli ao lado de Liedson e Leandro. Em Montevidéu, na vitória por 2 a 1 sobre o Fênix, Geninho escalou uma equipe defensiva, com três volantes: Fabinho, Vampeta e Fabrício. Para o jogo de hoje, o técnico resolveu tirar Fabrício e colocar Fumagalli.
Geninho sabe que a vitória sobre o fraco time uruguaio não conseguiu esconder os problemas. ''Ainda falta muito para o time mostrar o futebol que eu considero ideal. Temos de aprimorar a marcação e precisamos ter uma saída de bola mais rápida para o ataque.''
O treinador não concorda com as críticas que recebeu por ter escalado o time com três volantes na partida com o Fênix. ''Quem me criticou não conhece o time do Fênix. A equipe deles marca muito e sai com velocidade para o ataque. Eles têm jogadores de talento e o técnico deles, o Juan Carrasco, está muito bem cotado para dirigir a seleção do Uruguai. Fiquei satisfeito com o rendimento do time. O Fênix vai dar muito trabalho na sequência da Libertadores da América, podem ter certeza disso'', diz.
Geninho não esconde a satisfação em fazer com que a equipe comece a ter mais alternativas ofensivas. É visível a preocupação do treinador em fazer o Corinthians atuar no seu estilo. Na verdade, a sombra de Parreira ainda o persegue.

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