Timão precisa de patrocínio para acertar contas
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quarta-feira, 07 de janeiro de 2009
Agência Estado 
Itu - A calma com que a diretoria corintiana diz trabalhar o acerto dos novos patrocinadores vai ter que virar pressa. O orçamento do futebol precisa dos adiantamentos que os novos parceiros farão para o pagamento das parcelas e luvas dos jogadores recém-contratados.
O caso mais urgente é o do argentino Sérgio Escudero. Até o dia 20 de janeiro é preciso depositar US$ 500 mil (R$ 1,1 milhão) da primeira parcela de um total de US$ 1,3 milhão (R$ 2,9 milhões). Se não pagar, a transação corre até o risco de não sair - algo que não passa pela cabeça dos dirigentes.
Não tem essa possibilidade. O Escudero já é jogador do Corinthians, disse o vice-presidente de futebol, Mário Gobbi. Mano Menezes queria o argentino, que atuava no Argentinos Juniors, trabalhando já na pré-temporada de Itu, algo improvável neste momento. Os argentinos não liberam o atleta enquanto não cair o pagamento, com medo de calote.
Se até o dia 20 não houver dinheiro em caixa dos patrocinadores, o Corinthians vai ter que se apertar e tirar valores de uma reserva que o clube mantém. Segundo o diretor financeiro Raul Corrêa e Silva, houve um lucro de R$ 13 milhões na temporada passada, apesar de a dívida do clube continuar na casa dos R$ 90 milhões.
Mas não é só com relação a Escudero que a diretoria se endividou. A contratação de Souza também será paga em parcelas, 15 de 100 mil euros casa (no total, pela cotação desta terça-feira, R$ 320 mil cada parcela). Só que desta vez o departamento de futebol teve precaução e acertou a primeira parcela somente para março, quando é praticamente certo que valores de patrocinadores estejam nas contas do clube.
Jogadores que chegaram com o status de gratuitos, casos do volante Túlio e do atacante Jorge Henrique, também têm custos, apesar de terem rescindido com o antigo clube, o Botafogo.


