Se o Corinthians chega ao último jogo do Rio-São Paulo embalado e com a vantagem conquistada na primeira partida, ao mesmo tempo o time traz sequelas inerentes à ótima campanha nesta temporada: estresse emocional, cansaço, excesso de responsabilidade. O estresse deriva da sucessão de 15 jogos, quase todos colocando em risco o futuro nas competições. O cansaço é pelo sufoco da quarta-feira passada, quando correu demais para vencer o Brasiliense, enquanto o São Paulo descansava.
A pressão talvez seja a maior ameaça no ar. Se o Corinthians deixar escapar o título do Rio-São Paulo, sofrerá consequências também na decisão da Copa do Brasil, na quarta-feira, em Taguatinga. As palavras do técnico corintiano no Parque São Jorge, sexta-feira, foram significativas: ‘‘Nosso trabalho mais importante é ganhar fora de campo: motivando o grupo, lembrando que não podemos contar só com a vantagem para ganhar o título, revisando tudo o que foi feito ao longo desses quatro meses. O resto, é consequência’’.
Nelsinho não desprezou a chance de observar o Corinthians no meio da semana. Vendo como o Brasiliense conseguiu parar o ataque corintiano, o técnico são-paulino concluiu que a sua equipe também pode fazer a mesma coisa. (A.E.)

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