São Paulo - Dois grandes lutam hoje pela possibilidade de continuar sonhando com o título de campeão da América do Sul. Um título que se transformou em verdadeira obsessão para o brasileiro Corinthians e para o argentino River Plate, ambos com nomes ingleses, ambos querendo igualar-se a rivais de seus países, com mais títulos na Libertadores. A partida começa às 21h40, no Morumbi.
A obsessão se explica. O Corinthians, embora tenha vencido o único campeonato mundial interclubes reconhecido pela Fifa, tem fama de time caseiro. Venceu o Mundial, no Brasil, como convidado e sem haver ganho a Libertadores, títulos que Santos e São Paulo conquistaram duas vezes e o Palmeiras, uma.
O River venceu a Libertadores em 1986 e 1996, mas assistiu seu inimigo e não rival Boca Juniors ganhar o campeonato sul-americano em 2000 e 2001. As duas torcidas sonham com a América e hoje, uma vai chorar a eliminação precoce nas oitavas-de-final. Restará o consolo de dizer que perdeu numa final antecipada.
O Corinthians, depois de permitir uma virada do River nos seis minutos finais do jogo de 1º de maio, em Buenos Aires, precisa vencer por dois gols de diferença para seguir na competição. A vitória por um gol de diferença significa a emoção dos pênaltis.
Geninho, precisando vencer, abandonou o esquema com três zagueiros que utilizou em Buenos Aires. Tira Cocito e coloca Leandro. ''Ele vai ser praticamente um terceiro atacante, desde o início do jogo. Optei pelo Fabrício em lugar do Cocito porque ele tem mais saída de jogo, dá um tratamento melhor para a bola'', explica.
Haverá também a substituição de Kléber, expulso, por Roger, de 20 anos e pouca experiência. Ânderson teve uma lesão no tendão de Aquiles e corre o risco de ficar de fora. No caso, entraria César.
As mudanças de Geninho agradaram o atacante Gil. ''Assim, o time fica mais compacto. Naquela partida em Buenos Aires, o Corinthians ficou muito atrás e a bola não chegava para a gente. Ainda bem que agora será diferente''.

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