Timão inicia duelo com Lusa por vaga na final do Paulista
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sexta-feira, 17 de abril de 1998
Agência Estado 
A Portuguesa tem a seu lado o tabu de estar há quase três anos sem perder para o Corinthians. O adversário tem a seu favor a tradição de sempre superar a equipe do Canindé em confrontos decisivos - em 1995, um gol de cabeça do volante Bernardo colocou o Corinthians na final do Campeonato Paulista eliminando a Portuguesa. O duelo entre o tabu e a tradição abre a disputa por uma vaga na final do Campeonato Paulista, às 16 horas, no Morumbi, em São Paulo, com transmissão pelas tevês Globo e Bandeirantes. Amanhã, Palmeiras e São Paulo fazem o outro confronto das semifinais.
O técnico Wanderley Luxemburgo não quer que os jogadores do Corinthians pensem que só com a tradição o time pode passar pela Portuguesa. Se eles acharem que já estamos na final porque existe a lenda da Portuguesa sempre morrer na praia, estamos perdidos, destaca.
Luxemburgo encara a partida de hoje com tanta seriedade que durante a semana proibiu as emissoras de tevê de filmar as jogadas ensaiadas para não dar elementos para o colega Candinho. Também conseguiu três fitas com jogos da Portuguesa para instruir seus jogadores sobre os pontos fortes e as fragilidades do adversário. Ele ainda faz mistério na escalação do time: não definiu se vai colocar Edílson ou Souza desde o início do jogo.
A maior preocupação no Corinthians, no entanto, é com o meia Marcelinho Carioca. Ele não se recuperou completamente de uma lesão no tornozelo direito. Uma tendinite dificulta alguns movimentos com o pé. Sinto dores quando chuto a bola com a parte externa do pé, como costumo fazer nas cobranças de falta de longa distância e de escanteio pelo lado direito, explica Marcelinho, que vai jogar com uma proteção especial no pé.
Apesar de conhecer os segredos do Corinthians, equipe que livrou do rebaixamento para a Segunda Divisão do Campeonato Brasileiro, no ano passado, o técnico Candinho faz mistério sobre a armação da equipe para o primeiro jogo contra o ex-clube. Candinho garantiu que aposta na regularidade da Portuguesa. Há quatro anos, em sucessivas passagens pelo clube, ele comanda a ascensão da equipe, depois de ser vice-campeão brasileiro em 1996 e realizar uma excelente campanha no Paulista do ano anterior.
Mesmo com humildade, Candinho não concorda com o fato de a Portuguesa estar sempre morrendo na praia. Tudo isso é um absurdo criado pela imprensa, lamentou.FICHA TÉCNICA


