São Paulo - O Parque São Jorge se transformou em um retiro de jogadores problemáticos. A chegada de Zé Carlos, liberado pelo São Caetano, só vem confirmar uma estranha tendência do vice-presidente Roque Citadini. Depois de Fábio Costa, Régis Pitbull e Piá, a contratação do lateral-esquerdo chega para completar o que parece ser um clã de 'desajustados'. Cada um ao seu estilo.
O que fez uma equipe que está disputando a Libertadores da América aceitar pacificamente a saída de um atleta talentoso de 23 anos? O seu comportamento. Zé Carlos, que por ser muito técnico atua como lateral-esquerdo, volante e meia, não tinha mais ambiente no São Caetano. O técnico Muricy Ramalho percebeu que o grupo o rejeitava.
O motivo, de acordo com jogadores e pessoas ligadas ao clube do ABC, é o tamanho do seu ego. Ele não se conformou em perder a posição para Triguinho e, de comunicativo e líder positivo, passou a ficar calado e a demonstrar enorme insatisfação com Muricy.
O que animou demais Citadini foi saber que o jogador era dono dos seus direitos federativos. O dirigente percebeu que poderia repetir a sua maneira peculiar de economizar. Como fez com Régis Pitbull e Piá, que cansaram de criar problemas na Ponte Preta, conseguiu contratar Zé Carlos de graça. O Corinthians não precisou gastar um centavo para trazê-lo. Para a diretoria do São Caetano, que se viu livre da necessidade de pagar o lateral até dezembro de 2005, foi muito oportuno o interesse corintiano.

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