Rogério Fischer e Paulo Briguet
A uma semana da estréia da Seleção Brasileira na Copa América, Foz do Iguaçu começa a viver de fato o clima da competição. Na contagem regressiva para a estréia contra a Venezuela, no dia 30, a tietagem em massa aumenta cada vez mais. O volume dos gritos - sobretudo de crianças e adolescentes - acompanha o avanço do calendário.
Com o grupo de jogadores agora completo, a Seleção atrai cada vez mais fãs. No treino realizado ontem de manhã no Estádio Pedro Basso, operários que finalizam obras no próprio estádio dividiam o tempo entre o trabalho e a observação aos jogadores. Os alambrados tiveram os espaços totalmente tomados. Quem não conseguiu um lugar na tela, optou por escalar um trator-esteira utilizado no plantio do novo gramado bancado pela CBF.
Na ânsia de chamar a atenção de seus ídolos, os fãs cometem ‘‘loucuras’’. Como a de chamar Roberto Carlos de ‘‘lindo’’ - como admitiu, bem-humorado, o próprio lateral, em entrevistas. Ou a que cometeram Débora, Gheysa e D’July: as estudantes, todas de 16 anos de idade, confeccionaram uma faixa - com dizeres carinhosos - para obter os autógrafos de Cafu, Amoroso e Flávio Conceição. E conseguiram. Gritos histéricos conseguiram também atrair ao alambrado do Pedro Basso os goleiros Dida e Carlos Germano.
Ronaldo fez exercícios em separado ontem à tarde, no Estádio do ABC. A gritaria dos fãs se modulava conforme a posição do gramado em que o ídolo corria.
O comércio informal, dentro e fora do ABC, cresce a cada dia. As mercadorias são variadas: de agendas (com espaços para autógrafos e calendários dos jogos) a algodão doce.
Duas garotas adolescentes mostraram ontem que conseguir autógrafo exige preparativos. Na cintura, o kit-tietagem: muito papel dobrado e canetas a postos para uma eventual aproximação dos ídolos. Em plantão permanente, à beira do alambrado, as jovens se revezam em gritos e nomes, conforme o andamento do treino e a presença dos jogadores na lateral do campo:
- Ronaldinho!
- Roberto Carlos!
- Amoroso!
- Odvan!
Ontem, mesmo com o kit e toda a apurada técnica da tietagem, elas não conseguiram uma assinatura dos jogadores. Mas hoje - e quando for preciso - elas prometem voltar. Às centenas.O volume dos gritos de adolescentes em Foz acompanha avanço do calendário da Copa América
Albari RosaA postosMeninas carregam canetas e papéis: tietagem exige preparativosAlbari RosaVale-tudoDida e Germano dão autógrafos: gritos histéricos na platéia

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