São Paulo - Não demorou 24 horas convivendo com a cúpula corintiana para Tevez perceber o que todos desejam dele: a Libertadores. O argentino notou a fixação do empresário Kia Joorachian e do presidente Alberto Dualib pela competição sul-americana. E provando toda a autoconfiança aos 20 anos prometeu que em 2005 classificará o clube para a Libertadores de 2006.
''A minha prioridade para o próximo ano é levar o Corinthians para a Libertadores. Sei que as pessoas esperam isso isso de mim. E é o que lutarei para fazer. O Corinthians merece não só se classificar como ganhar a Libertadores'', disse ontem em São Paulo sabendo que as suas declarações fariam os corintianos sorrirem esperançosos.
Acostumado com a idolatria da torcida do Boca Juniors, Tevez mostrou saber manipular a mídia que seguiu seus primeiros passos em São Paulo como novo jogador do Corinthians. Desde que desembarcou no Brasil no domingo, passando pelo jantar de despedida do elenco, ao seu exame médico, à entrega de um prêmio como melhor jogador da América do Sul até o banquete corintiano, ele teve legiões de fotógrafos e repórteres no seu encalço. Retorna hoje para Argentina. Deverá retornar ao Brasil em definitivo apenas no dia 10 de janeiro.
Mas Tevez veio bem protegido. Uma comitiva de argentinos esteve ao seu lado. O pai, o empresário e vários amigos o protegiam do assédio de quem ele não queria falar.
E ele não tem o que reclamar das suas primeiras 48 horas como jogador do Corinthians em São Paulo. Desde que chegou no domingo à tarde, o empresário Kia Joorachian o tratou com o carinho de um babá. Instalou com todo o conforto sua comitiva no hotel Unique. E providenciou uma moderna perua e seguranças para transportar o alegre grupo em São Paulo.
No exame médico que Tevez fez na clínica do fisioterapeuta Renato Lotufo, o meia de 20 anos provou porque tem o apelido de ''Cavalo''. ''Ele fez todos os exames e provou que estar perfeitamente em ordem. Seu estado físico é muito bom'', disse Lotufo.
Tevez foi a contratação mais cara da história entre clubes da América do Sul. Terá de provar em campo merecer o investimento de US$ 19,5 milhões.

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