Campinas - A novela da transmissão dos jogos da Série B do Campeonato Brasileiro pela televisão pode estar chegando ao final, mas os clubes decobriram ontem que podem ser obrigados a vender o campeonato por quase a metade do preço inicial. Os dirigentes da Futebol Brasil Associados (FBA), entidade que representa os clubes da Série B, esperavam conseguir R$ 12,5 milhões com a venda dos direitos para as emissoras de tevê (canal aberto e fechado), mas muito provavelmente terão de se contentar com R$ 7 milhões, oferecidos pela Sportv. O campeonato não está sendo transmitido pela tevê.
No último encontro entre representantes dos clubes e das emissoras, segunda-feira, não houve avanço. A proposta extra-oficial, da Globosat, seria a de pagar R$ 7 milhões. A emissora mostraria os jogos no canal fechado, tanto na Sportv como no sistema pago (pay-per-view), deixando alguns jogos para a Rede Record, no canal aberto. Este valor estaria muito abaixo do pretendido inicialmente pelo presidente da FBA, Peter Silva, que esperava arrecadar R$ 2,5 milhões com o canal fechado e mais R$ 10 milhões através das redes abertas Globo e Record.
Na segunda-feira, o diretor executivo do FBA, Eduardo Negrão, esteve reunido com a direção da Rede Bandeirantes. ''Não acredito num acordo com a Bandeirantes, porque não haveria aporte financeiro e seria firmada uma parceria'', comentou Negrão. A idéia de um grupo de dirigentes era comprar os horários na emissora para mostrar os jogos, abrindo espaço para seus patrocinadores em rede nacional. Estes horários, depois, poderiam ser negociados para gerar receita. ''A partir do momento que conseguimos mostrar os jogos para todo o Brasil podemos também satisfazer e atender nossos patrocinadores'', raciocina José Mário Pavan, presidente do União São João.
Segundo Negrão, as duas propostas devem ser colocadas em Assembléia Geral, na qual participariam os 20 clubes integrantes da entidade. Só ficariam fora os quatro pertencentes ao Clube dos 13: Palmeiras, Botafogo, Portuguesa e Sport. ''Isso já deveria ter sido resolvido antes do início do campeonato. Os clubes estão perdendo dinheiro e sendo prejudicados'', lamentou o presidente do Marília, Beto Mayo.

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