Enquanto no Maracanã cerca de 70 mil torcedores acompanharam de perto a vitória do Brasil sobre a Espanha, na final da Copa das Confederações, milhões de torcedores passaram noventa minutos sem tirar os olhos da televisão, vibrando com a bela partida proporcionada pela Seleção, frente ao adversário campeão do mundo. Muitos desligaram a TV de casa e foram a um cenário tipicamente brasileiro, o bar, onde junto a amigos e desconhecidos torceram como se estivessem no próprio Maracanã.
A reportagem da FOLHA acompanhou as emoções de uma, entre muitas torcidas, em Londrina, em um estabelecimento com nome sugestivo: Bar Brasil. Local onde os torcedores pareciam fazer, dos dois telões, verdadeiras extensões da arquibancada.
Antes da partida a expectativa era de vitória brasileira, mas com ressalvas. Falava-se em "jogo difícil", "adversário forte", mas até os menos otimistas acreditavam no trunfo da seleção, mesmo que fosse nos pênaltis. "Vai ser um jogo sofrido", disse o estudante Caio Freitas. "Eles [seleção brasileira] estão jogando muito bem, mas não vai ser fácil", declarou o motorista Nelson de Paula.
Bastaram dois minutos para torcida se animar ainda mais e ter a sensação de que poderia não ser tão difícil assim. Fred levantou o moral dos torcedores no início do jogo com o primeiro gol.
Parecia óbvio, para aquela torcida, que a Espanha não deixaria tão barato, mas um lance decisivo levantou ainda mais o astral, quando David tirou a bola do gol brasileiro quase em cima linha.
Poderia ficar melhor? Neymar respondeu que sim e deixou o seu, meio que confirmando que aquele dia era apenas de comemoração.
Quando Júlio César precisou defender um pênalti o silêncio foi natural, mas com a bola passando ao lado da trave a festa continuou sem motivos para apreensão. Com Fred marcando mais uma vez então, o "monstro" espanhol foi completamente esquecido. "Foi um jogão, nem o mais otimista esperava um resultado desse", avaliou o personal trainer Leonardo Cereda. "Eu tinha dúvida se o Brasil ia ganhar, mas agora acho que tem tudo pra fazer uma grande Copa", disse o aposentado José Marcio Franco.

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