O paranaense Enrique Bernoldi viveu um dia agitado ontem. O teste aerodinâmico que realizou com a equipe Sauber no aeroporto militar de Buchs atraiu mais de 10 mil pessoas, que não perderam a chance de ver um carro de Fórmula 1 em ação no país pela primeira vez em mais de 45 anos. ‘‘Foi impressionante o assédio do público, que lotou as colinas em volta da pista. Para quem já fez testes em aeroportos na França e Itália sem ninguém como testemunha, foi muito mais estimulante’’, contou Bernoldi.
As corridas foram banidas na Suíça desde a tragédia de Le Mans em 55, quando mais de 80 pessoas morreram. O teste de ontem só ocorreu graças à uma autorização especial conseguida por Peter Sauber e, devido ao sucesso, pode marcar o início de uma nova era no esporte a motor na Suíça.
Bernoldi classificou o teste como muito proveitoso, embora as excessivas ondulações da pista tenham atrapalhado um pouco. ‘‘Se asa não quebrou aqui, não quebra em Interlagos de jeito nenhum’’, brincou o paranaense. ‘‘Foi bom para testar a durabilidade dos componentes’’, reconheceu.
A equipe também ofereceu ao piloto a oportunidade de treinar largadas com um F-1. O resultado foi animador. ‘‘O engenheiro veio me parabenizar porque, na melhor das minhas quatro tentativas, consegui acelerar de 0 a 100 km/h em 2s9. O Salo fez 3s0 na largada em Barcelona e ganhou três posiçoes’’, explicou Bernoldi, para quem largar com um F-1 é mais fácil do que com um F-3000.
O paranaense permanece na Suíça até amanhã, quando tirará os moldes para a feitura de um novo banco. ‘‘Vai ser bom para ter contato com o pessoal da fábrica da Sauber e definir minha participação em futuros testes com a equipe’’, disse Bernoldi.

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