O futebol se rendeu ao terrorismo. Em virtude do sequestro do dirigente Hernán Mejía Campuzano, vice-presidente da Federação Colombiana, a Copa América, que seria disputada a partir de 11 de julho no país, foi suspensa e deverá ser transferida para o Uruguai ou para o Brasil.
Campuzano foi capturado na última segunda-feira por guerrilheiros das Farc (Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia), de tendência marxista. Foi a gota d’água para a Confederação Sul-Americana de Futebol anunciar, ontem, a suspensão do torneio, depois de diversos episódios violentos envolvendo as guerrilhas que dominam parte da Colômbia e impõem um clima de instabilidade ao país – entre atentados e ameaças a delegações.
Embora o presidente colombiano, Andrés Pastrana, insista que há condições de segurança para a realização do torneio, ontem, em Buenos Aires, dirigentes da Sul-Americana anunciaram que o sequestro de Campuzano ‘‘compromete a realização da Copa América e ofusca a boa vontade demonstrada em reiteradas ocasiões com a Colômbia’’.
A suspensão da competição foi anunciada pelo presidente da Federação Peruana de Futebol, Nicolás Delfino, que afirmou ter recebido a comunicação dos presidentes da Sul-Americana, Nicolás Leoz, e da Federação Colombiana, Alvaro Fina.
A Sul-Americana ainda não anunciou oficialmente que os colombianos perderam a Copa América, mas a tendência é que o torneio tenha uma nova sede. O Uruguai, que recebeu com sucesso a Copa América de 1995 e mostrou disposição em voltar a abrigar o torneio, aparece como primeira opção, mas ontem ganhou força a possibilidade de o Brasil ser a sede alternativa.

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