O jogo entre Portuguesa Londrinense e Sport Campo Mourão, que deveria ter sido disputado ontem no Café pela sexta rodada da Terceira Divisão do Campeonato Paranaense, foi cancelado porque a Fundação de Esportes de Londrina (FEL), que administra o estádio, não liberou o local para a partida. Dirigentes, comissão técnica e jogadores dos dois clubes chegaram a ir ao Café, mas encontraram os vestiários trancados.
"Na sexta-feira, quando fomos entregar o ofício da realização da partida na FEL, eles justificaram que em razão do jogo do Palmeiras (contra o Guaratinguetá, disputado na sexta-feira) o estádio ia estar sujo e como no dia seguinte era feriado não haveria equipe para limpar o local", afirmou o presidente da Lusinha, Edson Moreti.
Ele informou que a Portuguesa insistiu em ir ontem ao Café porque possui autorização para mandar jogos no estádio. "Esse ofício (entregue na sexta-feira) é só pró-forma", disse. A Portuguesa alega que, para não liberar o estádio, a FEL deveria ter avisado a Federação Paranaense de Futebol (FPF) em tempo suficiente para que o jogo fosse transferido para outro estádio – no mínimo, 72 horas antes da partida, ou seja, na quinta-feira, conforme previsto no Estatuto do Torcedor.
O presidente da Comissão de Arbitragem da FPF, Afonso Vitor de Oliveira, esteve ontem no Café. Ele relatou que ficou sabendo do problema no horário do almoço. O jogo estava marcado para as 15h30. "Me parece que foi tudo mal encaminhado. Não sei quem vai pagar pelas despesas de locomoção dos árbitros, do Sport Campo Mourão", afirmou.
O presidente da FEL, Ângelo Deliberador, alegou que a Portuguesa avisou sobre o jogo na sexta-feira à tarde, quando deveria ter comunicado 30 dias antes. "O estádio não foi liberado porque não haveria logística para ser usado no domingo", afirmou. "Nós não teríamos como ter avisado a FPF (no prazo previsto no Estatuto do Torcedor) porque nós nem sabíamos que o jogo seria no Café. Na sexta-feira, na frente dos representantes da Portuguesa, eu liguei para o Hélio (Camargo, vice-presidente da FPF) e avisei da situação. Ou seja, a Portuguesa e a FPF estavam cientes", disse Deliberador. A reportagem não conseguiu falar ontem com Hélio Camargo.

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