Tentando esquecer 2008, Atlético sonha com vaga na Libertadores
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quinta-feira, 07 de maio de 2009
Dimas Rodrigues<br>Equipe da Folha 
Curitiba - No ano passado, o Atlético viveu um calvário no Campeonato Brasileiro. Esteve à beira de ser rebaixado e teve que apelar, nos últimos 14 jogos, por um santo antigo para salvar o time: o técnico Geninho. O comandante da inédita conquista do Brasileirão em 2001 não decepcionou e, em uma incrível reação, além de evitar a degola, ainda conseguiu levar o time à Sul-Americana.
No Paranaense, manteve o time em alta. Apostou no mesmo grupo do Nacional, contou com a chegada do meia Marcinho, os gols do artilheiro Rafael Moura e dominou a competição. Tanto que pôde, durante o campeonato, realizar inúmeros testes no time e terminou para aumentar o prestígio dele no clube campeão.
Por pouco não fez desse primeiro semestre um momento ainda mais memorável. No duelo com o badalado Corinthians pelas oitavas-de-final da Copa do Brasil, o Atlético quebrou a invencibilidade de 25 jogos do time paulista com uma vitória de 3 a 2, na Arena. Contudo, os dois gols sofridos em Curitiba e outros desperdiçados em São Paulo, minaram a equipe, que foi eliminada da competição ao perder o segundo duelo por 2 a 0, em noite inspirada de Ronaldo.
A eliminação, porém, não foi frustrante. Diante de um dos favoritos à conquista do Brasileiro, o Atlético mostrou potencial e um time com uma boa safra de pratas-da-casa, como o lateral Raul, o zagueiro Chico e o ''Possesso'' Wallyson. Deu mostras que pode fazer uma campanha, no mínimo, sem sustos. ''Com alguns ajustes, temos condições de fazer um bom campeonato'', prevê o técnico Geninho.
O presidente atleticano, Marcos Malucelli, tem a mesma impressão do treinador. ''Tem condição de começar muito melhor que o ano passado, o plantel está pronto, pouquíssimas posições para serem preenchidas, eu acho que neste ano vai fazer sucesso'', afirmou o dirigente.
Otimista, Malucelli colocou a equipe entre as cinco melhores. ''Tirando Internacional, São Paulo e Corinthians pelo momento que está vivendo, será que nós temos uma inferioridade flagrante contra os outros 16?''. A resposta, só quando a bola rolar.


