Se para as equipes, a partida de hoje, às 16 horas, na Vila Belmiro, entre Santos e Corinthians, é decisiva para as pretensões dos clubes no Campeonato Brasileiro, para os jogadores pode se transformar numa marca. Por mais que procurem, por meio de um discurso ensaiado, evitar o clima de duelo, não há como negar que o episódio que envolveu a saída de Marcelinho do Parque São Jorge e sua posterior ida para a Vila Belmiro vai dar um ''tempero'' diferenciado.
O encontro não é um jogo normal. Quem está na mira dos holofotes, além do meia santista, são seus desafetos corintianos: o meia Ricardinho, que já não conta com a simpatia de parte da torcida, o zagueiro Scheidt, e o técnico Vanderlei Luxemburgo. Todos manifestaram publicamente as desavenças que tiveram com Marcelinho quando esse vestia a camisa corintiana. O treinador chegou até mesmo a dizer que não trabalharia mais com o jogador.
As declarações - ou a recusa em tratar do assunto - comprovam que o clima é tenso no Parque São Jorge. Todos sabem que um resultado negativo pode significar muito mais do que a afastamento do Corinthians da zona de classificação e a consequente aproximação do grupo que está ameaçado pelo rebaixamento. Se levarem a pior sobre Marcelinho, todos ficarão marcados, não se sabe por quanto tempo, entre torcedores e dirigentes corintianos.
Na sexta-feira o treino do Corinthians atrasou uma hora e meia, tempo em que Luxemburgo ficou trancado no vestiário preparando os atletas para a partida. ''Foi uma conversa técnica para explicação de como devemos enfrentar o Santos'', explicou Ricardinho. Para ele, não existe nenhum diferencial em jogar contra Marcelinho. ''Eu me preparo para enfrentar o Santos, não esse ou aquele jogador.'' Para Scheidt não existe a possibilidade de o jogo 'marcar' sua carreira.''Nós perdemos 11 jogos seguidos e ninguém mais fala nisso. Depois ganhamos 10 e ninguém fala nisso. Vai acontecer a mesma coisa dessa vez.''
Luxemburgo aproveitou o treino para esclarecer que, em momento algum, teve a intenção de magoar pessoas de Catanduva. Na Quinta-feira, ele disse que se Ricardinho estivesse sentindo a pressão de jogar no Corinthians, que ''fosse para a Catanduvense''. Depois explicou. ''Eu falei isso mas depois percebi que poderia chatear algumas pessoas. Respeito o clube e apenas quis comparar a diferença de cobrança entre um e outro''.

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