Tensão na Ásia preocupa F-1
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quarta-feira, 10 de abril de 2013
Livio Oricchio<br>Agência Estado 
Xangai, China - Na primeira sessão de treinos livres para o GP da China, nesta quinta-feira, a partir das 23 horas de Brasília (10 horas de sexta em Xangai), não será possível observar, ainda, os efeitos da decisão do mentor da Red Bull, Helmut Marko, de "não mais adotar ordens de equipe". Se for mesmo verdade, o alemão Sebastian Vettel e o australiano Mark Webber vão ter total liberdade para decidir, na pista, quem vai vencer a terceira etapa do campeonato.
Mas é bem provável que ambos enfrentem concorrentes bem preparados. Mercedes, Ferrari, Lotus e McLaren estão com seus carros bastante modificados na China e faz frio, um fator que pode, como em 2012, ser determinante no resultado. No ano passado, a Mercedes foi quem melhor explorou a baixa temperatura para fazer os pneus Pirelli responderem com sua máxima aderência e o alemão Nico Rosberg venceu, depois de largar na pole.
Os pit stops podem de novo ser decisivos. Como a Pirelli distribuiu os pneus médios e os macios, três pit stops são esperados. O recorde de eficiência é da Red Bull, que na Malásia substituiu os quatro pneus de Webber, no segundo pit stop, em 2 segundos e 5 milésimos.
Ainda repercute dentro e fora do ambiente da Fórmula 1 a insubordinação de Vettel no GP da Malásia, quando não acatou a ordem de não tentar a ultrapassagem em Webber para ganhar a corrida. Em 2010, o dono da Red Bull, o austríaco Dietrich Mateschitz, afirmou depois do GP da Turquia que "preferiria perder o campeonato a impor ordens a seus pilotos, como faz a Ferrari". Vettel e Webber bateram, em Istambul, quando disputavam a liderança.
Em Sepang, na Malásia, há menos de duas semanas, para evitar desgaste semelhante, Christian Horner, diretor da Red Bull, ordenou no rádio para Vettel não tentar a ultrapassagem em Webber. O alemão, tricampeão do mundo, não obedeceu e por pouco os dois não colidiram novamente.
Em um evento em Xangai, nesta quarta, Vettel deixou claro qual será o tom do discurso a esse respeito: "Eu e minha escuderia estamos pensando nas próximas corridas". E, de acordo com Marko, sem restrições para digladiar com Webber. É pouco provável que seja mesmo assim.
Nesta quarta, as atividades no Autódromo Internacional de Xangai limitaram-se à conclusão da montagem dos carros, mas se sabe que é grande a preocupação na Fórmula 1 também com a crescente tensão entre a Coreia do Sul e a do Norte, localizadas ao lado da região leste chinesa. Se houver agressão, a 14.ª etapa do calendário, o GP da Coreia do Sul, no dia 6 de outubro, terá de ser cancelado.
O que também gera ansiedade, nesse instante, é a situação em Manama, a capital de Bahrein. Depois do GP da China, a Fórmula 1 vai para a nação árabe. A prova será já no próximo dia 21. Nesta quarta circulavam informações no paddock de que 20 pessoas teriam sido presas durante protesto contra o governo. No ano passado esses protestos geraram várias mortes na população.


