Jogar tênis nos Estados Unidos é o melhor atalho para um atleta que busca aprimorar o nível técnico e chegar à profissionalização. O caminho, trilhado recentemente por João Vitor Paolielo, 18 anos, ex-atleta do Londrina Country Club e que está jogando desde o ano passado pela Middle Tenessee University, será seguido por outros dois londrinenses que viajarão em março para os Estados Unidos.
Um já fez meia temporada no ano passado e voltará este ano para se firmar como um dos três melhores tenistas da sua equipe. É José Henrique Unica, 16, formado na Academia Point Tênis (APT), que foi com a cara e coragem no ano passado se oferecer para integrar a equipe da Falmouth High School, da cidade de Falmouth, no estado de Massachussets. ''No primeiro teste nem me deixaram concluir, alegando que eu não tinha o nível técnico dos alunos de lá. Eu insisti e no segundo teste fui tão bem que peguei a terceira raquete da equipe, que tem 12 tenistas'', lembra Unica.
Ele permaneceu no colégio de fevereiro a junho, quando foram disputados os torneios intercolegiais da Liga da Costa do Atlântico. Dos 21 torneios que participou, sua equipe venceu 20 e terminou o circuito de 2005 como vice-campeã estadual.
''Este ano nossa meta é sermos campeões para termos o direito de jogar contra as equipes dos outros estados do País'', disse Unica, que pretende ficar os próximos três anos da 'high school' (etapa que equivale ao ensino médio no Brasil) na mesma instituição para depois escolher uma universidade.
Outro pé-vermelho que está de malas prontas é Higor Faria Silva, 17, também atleta da APT e filho do técnico da academia, Valdenir Silva, o Valdena. Higor já tem no currículo bons resultados, mas quer dar um impulso na carreira se mudando para os EUA.
''Já fui campeão paranaense em vários torneios desde os 12 anos e no ano passado fui semifinalista do Campeonato Brasileiro, em São Paulo. Mas permanecendo aqui fica muito caro para competir, devido às viagens que temos que fazer para disputar as etapas. Em 2005, participou das três etapas do Circuito Mundial: Banana Bowl (São José dos Campos), Gerdau (Porto Alegre) e Til Cup (Londrina).
Higor está sendo levado pelo empresário paulista Felipe Fonseca, que é agente de jogadores, e ainda não sabe por qual universidade vai jogar. Se no início as negociações emperrarem, ficará um período na casa de um amigo seu, em Nova York. Para levantar o dinheiro das passagens, Higor vem dando aulas de iniciação para adultos na ATP, no período da noite, e à tarde ajuda nos treinamentos da equipe infanto-juvenil.

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