São Paulo - A Confederação Brasileira de Tênis lamentou a decisão de Gustavo Kuerten de não participar do confronto contra o Paraguai pela Davis. ''Esperamos lucidez dos demais jogadores, pois infelizmente quem perde mais uma vez é o tênis brasileiro'', afirmou Nelson Nastás, presidente da CBT, em nota oficial.
O dirigente, que é alvo de denúncias de irregularidade, é criticado pelos jogadores por não ter fomentado o esporte mesmo após o sucesso de Gustavo Kuerten. No ano passado, os tenistas sugeriram que ele deixasse o cargo. Nastás afirmou que nunca foi questionado por nenhum jogador sobre seu trabalho. ''Mas ressaltamos que estamos sim construindo o futuro do esporte'', declarou, citando 14 juvenis que estão no exterior bancados pela CBT e a ajuda que dá a seis tenistas em busca de uma vaga em Atenas. ''Estamos destinando da melhor forma possível os recursos da Lei Piva, ou seja, investindo em jogadores.''
No ano passado, a confederação recebeu cerca de R$ 1 milhão. Mais de 8% (mais de R$ 80 mil) foram destinados à manutenção da CBT, cuja sede, alugada, ocupa um andar inteiro na Avenida Paulista, em São Paulo. Em 2002, o gasto com manutenção foi de cerca de R$ 22 mil.
O item ''manutenção dos atletas'' não foi contemplado em nenhum dos dois anos. Com competições internacionais, foram gastos 87,4% da verba recebida em 2003.
Em 2001, o Brasil abrigaria o Masters, torneio que reúne os melhores da temporada, mas por falta de estrutura o evento acabou em Sydney.
Guga é o quinto tenista que mais vezes defendeu o Brasil na história da Copa Davis, principal competição do tênis mundial entre países. O catarinense jogou 43 vezes, com 29 vitórias e 14 derrotas. Guga só aparece atrás de Tomas Koch (118 partidas, com 74 vitórias), Jose-Edison Mandarino (110, com 68 vitórias), Carlos Kirmayr (56, com 34 vitórias) e Cassio Motta (49, sendo 28 vitórias).

mockup