São Paulo, 12 (AE) - Os tenistas brasileiros que ganharam wild card (convites) para a chave principal da Copa Ericsson de Tênis, no Clube Paineiras do Morumbi, não aproveitaram a oportunidade dada pelos organizadores do torneio. Dos quatro convidados, nenhum deles conseguiu passar pela primeira rodada. O mineiro Daniel Melo foi o que esteve mais perto de uma vitória. Teve um match-point (ponto do jogo) diante do argentino Hernan Gumy, mas acabou perdendo em três sets, com parciais de 6/4, 3/6 e 7/6 (3).
Os outros três convidados da organização também disseram adeus bem cedo no torneio. Na rodada de abertura, Flávio Saretta já havia perdido para Olivier Malcor por 7/5 e 7/6 (9), num jogo em que o ex-juvenil mostrou ter condições de sonhar com melhores momentos na carreira. Depois, Alexandre Simoni caiu diante do francês Thierry Guardiola, um jogador que já assustou a muita gente, mas hoje não é mais não temível assim. E nesta infeliz onda de derrotas, o juvenil Tiago Alves perdeu fácil para o argentino Federico Browne por 6/3 e 6/2.
Numa festa com o ritmo do tango, em que os argentinos conquistaram muitas vitórias, a Copa Ericsson teve também um acento italiano, muito próximo dos paulistas. Davide Sanguinete foi um dos poucos não argentinos a superar a rodada de abertura. Ganhou de Hector Moretti, da Argentina, por 6/2, 3/6 e 6/3. Outros foram o francês Jean Rene Lisnard, que ganhou de Diego Moayno (Argentina) por 7/6 (5), 4/6 e 6/4, o espanhol Alex Calatrava, que precisou de toda sua garra para eliminar um dos favoritos, Juan Chela, da Argentina, por 6/3, 6/7 (5) e 6/2, enquanto Agustin Calleri, da Argentina, derrotou o russo Andrei Cherkasov, outro veterano jogador que está em busca de reação da carreira entre as jovens promessas do tênis, por 6/4, 6/7 (5) e 7/6 (4).
Dia das crianças - Se na quadra os tenistas profissionais decepcionaram na Copa Ericsson, a Wilson, famoso fabricante de raquetes de tênis, resolveu investir no futuro. Organizou uma clínica, ou seja, uma aula em grupo para crianças, segundo o método batizado de Pee Wee. A idéia é colocar em mãos ainda frágeis raquete menores e bolinhas mais leves. O controle do jogo fica bem mais fácil e atrai o interesse e a curiosidade pelo esporte. O resultado pode ser o aparecimento de novos tenistas ou um número maior de consumidores de raquetes, no futuro.

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