Tenistas alcançam sucesso nos Estados Unidos
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quarta-feira, 23 de maio de 2007
Gilmar Agassi<br> Reportagem Local 
Quatro tenistas londrinenses estão passando férias na cidade após o término do semestre universitário nos Estados Unidos. Eles fazem parte do grupo de cerca de 30 tenistas, formados no Londrina Country Club, que foram enviados à América do Norte para jogar e estudar, através de intercâmbios com universidades americanas.
Leonardo Locatelli, 18 anos, estuda Business na Austin Peay State University, localizada em Clarksville, no estado do Tennesse. Ele foi para os Estados Unidos em agosto do ano passado depois de se destacar no tênis paranaense - chegou a ser líder do ranking de sua categoria. ''O início foi um pouco difícil por causa do idioma. Tive alguns problemas com documentação. Mas depois fui me acostumando.''
Após um mês de treinos, Locatelli passou a disputar torneios pela equipe da universidade. ''Fui muito bem. Ganhei um troféu de melhor desempenho dentre os tenistas da minha universidade'', conta. Além dele, sua equipe conta com um espanhol, um argentino, quatro americanos e outro brasileiro, o curitibano Lucas de Brito.
Como sua bolsa de estudo não prevê a cobertura de gastos com moradia e alimentação, Locatelli aproveita os poucos momentos de folga para dar aulas de tênis. ''Estou voltando nos próximos dias para os Estados Unidos para dar aulas de tênis durante o verão. As aulas só recomeçam em agosto'', explicou o londrinense que pretende continuar morando nos Estados Unidos quando terminar sua faculdade. ''Quero fazer uma pós-gradução e um mestrado.''
Mariana Paringer Pagan, 18, também estuda Business na Austin Peay, onde chegou em janeiro deste ano. Ela atua como a tenista número 1 da equipe feminina da universidade. A principal diferença em relação ao período que jogava no Paraná, segundo ela, é que ''em todos os finais de semana enfrento adversárias de grande nível técnico''.
Como os jogos ocorrem sucessivamente, Mariana enfrentou um pouco de dificuldade para se dedicar aos estudos. ''O problema é que cheguei no meio da temporada do tênis. Tive que me dedicar aos treinos e tinha pouco tempo para estudar'', observa.
Sobre o futuro, a londrinense pretende concluir seu curso universitário e depois permanecer por um tempo nos Estados Unidos. ''Quero continuar sendo uma boa tenista para minha equipe. Chegar ao circuito profissional é muito difícil'', esclarece.
Gustavo Beiro Hoewell, 19, vem tendo um grande retrospecto em seu primeiro semestre atuando pela equipe do Bethel College, da cidade de Meckenzie, no estado do Tennesse. Em 21 jogos de simples, ele venceu 16 vezes e perdeu somente cinco jogos. ''Por causa do nível técnico, os treinamentos são mais profissionais'', frisa o londrinense, que estuda Educação Física.
O que amenizou os conhecidos problemas de adaptação para Hoewell é o fato de sua equipe de tênis contar com um técnico e outros três jogadores brasileiros.


