Tenista foi à Justiça para jogar circuito feminino
Apesar de estar nos holofotes atualmente, Tiffany não é a primeira esportista trans a atuar em alto nível. Em 1975, a tenista Renée Richards solicitou a participação no US Open um dos quatro Grand Slams do tênis após passar pela cirurgia de mudança de sexo. A atleta teve o pedido negado e entrou na Justiça para poder disputar torneios do circuito feminino. Em 1977, venceu o processo e começou a jogar com as mulheres, alcançando o top 20 do ranking da WTA (Associação de Tênis Feminino) no mesmo ano.
Pela pouca ocorrência de casos como esse, o único parâmetro de medição para que atletas trans sejam admitidas é o nível de testosterona. No caso de Tiffany, o que foi indicado no exame de liberação feito pela CBV foi de 34,56 ng/dL (nanograma por decilitro), abaixo do número máximo de 288 ng/dL, portanto, estando apta à prática do esporte.
"O tratamento é uma reconstrução dos níveis de testosterona, é um nivelamento. As mulheres também produzem esse hormônio, mas num nível mais baixo. O que é feito nesse tratamento é a aplicação de medicamentos que inibem essa produção mais alta da fisiologia masculina normal. É uma discussão grande e recente no meio esportivo e envolve diversas questões que ainda serão levantadas. A gente atualmente fala sobre a testosterona e isso é algo que vem sendo feito, é o que mede se ela é apta ou não. Isso não significa que ela pode ou não ter alguma vantagem, mas é algo que será ainda mais debatido", completou o médico Paulo Puccinelli. A primeira fase da Superliga feminina termina no dia 2 de março. Oito equipes passam para os playoffs. (M.C.)





