Tênis precisa de uma maior popularização
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segunda-feira, 06 de abril de 2015
Folha de Londrina, terça-feira, 7 de abril de 2015 
As conquistas de Gustavo Kuerten ajudaram o tênis a ficar conhecido no Brasil. Até então tida como elitizada, a modalidade ganhou espaço na mídia e conquistou novos praticantes em todo o território nacional. O próprio Guga se orgulha de ter alcançado tal feito. Mas ainda falta muito para que o tênis realmente atinja status de esporte popular e consiga assim descobrir novos candidatos a substituir o ídolo catarinense.
Com a propriedade de quem conseguiu construir uma história de sucesso no tênis, o gaúcho Marcos Hocevar, de 59 anos, defende a massificação da modalidade como meio de formar "novos Gugas". "Parto de um princípio que é muito básico, a popularização do esporte. O número de quadras ainda é muito baixo. Se formos ver, de 70 para cá aumentou muito pouco a quantidade de quadras no Brasil. Aí vou ampliar, não só no tênis, mas em todos os esportes. Melhorou um pouco, mas ainda é limitado", reforça o ex-jogador, que há oito anos trabalha na formação de novos tenistas no Instituto Gaúcho de Tênis (IGT), em Porto Alegre.
Para Hocevar, o problema não está no material humano. "Acho ainda que nós somos mágicos. Pelo que temos já conseguimos ter um número um do mundo. Imagine então se houvesse essa massificação. O Brasil tem um poder esportivo muito grande que precisa ser explorado. O tênis exige muita prática e repetição", defende.
Serve de alento ao ex-tenista a construção do Centro Olímpico, no Rio de Janeiro, que terá 17 quadras e ficará pronto até o final deste ano.
Foi um dos primeiros brasileiros na história a chegar ao circuito mundial. Foi número 30 do mundo, primeiro do Brasil em 1983, e jogou todos os quatro "Grand Slams"
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