Daniel Dutra Silva, ou simplesmente Danielzinho, como é chamado pelos colegas, é um dos grandes nomes do circuito interno do tênis brasileiro. Aos 24 anos, o tenista paulista já possui 14 títulos de torneios Future, conquistas que já o levaram a figurar entre os 230 primeiros do ranking da Associação dos Tenistas Profissionais (ATP) há três anos. A canhota forte e o estilo de jogo tático tem sido um terror para os adversários. ''Ele tem uma canhota muito boa e é bastante determinado'', elogia o organizador do Future Arapongas, Silvio Souza.
Mas tudo isso não veio por acaso na vida do tenista. Danielzinho tem a quem puxar. Mais novo de uma família de cinco filhos, ele tem no pai, Eulício, e no irmão mais velho, Rogério, seus grandes exemplos. Primeiro a se arriscar no tênis, o pai foi jogador profissional, esteve entre os melhores do Brasil na década de 80, participou de torneios importantes como Roland Garros e Wimbledon, mas parou de jogar cedo, aos 28 anos, por falta de patrocinadores. Virou professor do Clube Pinheiros, em São Paulo, e ensinou as primeiras raquetadas aos dois filhos homens.
Rogerinho foi o primeiro a seguir os passos do pai. O mais velho dos cinco irmãos começou a jogar entre os profissionais aos 16 anos e não demorou muito a despontar. Nestes dez anos de estrada, chegou a figurar no 'Top 100' do mundo e terá na próxima semana um de seus principais desafios: defender o Brasil na repescagem da Copa Davis, contra a Rússia. ''Meu pai e meus tios foram jogadores e nos incentivaram desde pequenos'', conta o caçula da família.
Além de fã, Danielzinho tem o irmão mais velho como um conselheiro. É do tenista da seleção brasileira que vêm as dicas para aprimorar seu jogo. ''Ele está num nível mais alto e está sempre me ajudando com o que pode'', disse o jovem, atual número 580 do mundo. O único problema é encontrar o irmão, que tem dividido sua carreira entre os compromissos internacionais e as convocações para a seleção nacional.
Não bastasse os dois homens, duas das três irmãs de Daniel e Rogério também resolveram seguir a ''veia tenista'' da família. Mas ao invés de tentar a sorte no circuito, elas optaram por dar aulas. ''Apenas uma delas não quis o tênis'', diz o caçula. ''Legal é quando a gente se encontra. Até tenta não falar de tênis, mas todos gostam muito, assistem aos jogos na TV e não tem jeito. Vira todo mundo comentarista'', brinca Danielzinho.
No Future Arapongas - Troféu João Romera Neto, ele acabou derrotado ontem nas quartas de final pelo também paulista Thiago Lopes, que vai enfrentar o pernambucano José Pereira numa das semifinais. Na outra, o gaúcho Fabricio Neis, vice no ano passado, encara o catarinense Thales Turini. Os jogos serão realizados a partir das 10h30, no Clube Campestre.

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