Patrick Rafter e Mark Philippoussis reviveram, chegando à final do US Open, os anos de glória do tênis australiano, que dominou o circuito mundial nos anos sessenta e setenta. Rafter, bicampeão com todos os méritos, derrotou Peter Sampras, o número um do mundo, na semifinal em cinco sets.
No dia seguinte, demonstrando estar em excelente forma física, técnica e psicológica, venceu Mark Philippoussis com facilidade na final por 3 a 1.
Logo no início da partida Rafter deixou clara sua intenção de manter o título do Aberto dos Estados Unidos, o último torneio do Grand Slam da temporada. Correndo muito, rebateu uma bola rara em jogos de simples, por fora da quadra e abaixo do nível da rede.
Tanto Rafter como Philippoussis seguem, à risca, a escola australiana de tênis, famosa por formar excelentes jogadores de saque e voleio. O segredo dos tenistas ‘‘aussies’’ está na união de seus jogadores, que sempre treinam e viajam juntos.
Carlos Moyá, campeão de Roland Garros, surpreendeu todo mundo chegando na semifinal do US Open. Provou que nem só de saibro vive o tênis espanhol.
As mulheres
Lindsay Davenport lavou a alma norte-americana, que desde 1982, com Chris Evert, não via uma tenista nascida nos Estados Unidos sendo campeã do US Open. Para Davenport, a vitória teve sabor de recompensa. Depois de cinco anos no circuito, Lindsay parece estar realmente próxima de seu objetivo: ser a número um do mundo. Para isso intensificou os treinamentos, emagreceu e contratou um psicólogo esportivo. Davenport derrotou Martina Hingis na final por 6/3 e 7/5.
Chance perdida
Quem perdeu mais uma chance importante na carreira foi Jana Novotna, que deixou de chegar à final depois de estar vencendo a suíça Martina Hingis por 4 a 1 no terceiro set. O jogo que mais me impressionou no torneio foi o duelo entre a força e a inteligência, protagonizado por Monica Seles e Martina Hingis. Ao lado de Jana Novotna, Martina Hingis bateu novo recorde: tornou-se a primeira tenista a vencer o Grand Slam de duplas.
Paranaense
A partir de agora os torneios da primeira classe, tanto no masculino como no feminino, terão premiação em dinheiro para os melhores classificados, o que certamente irá incentivar a participação dos melhores jogadores do Estado.
A Federação Paranaense de Tênis está agindo corretamente ao investir nos torneios de primeira classe. Trata-se de uma categoria que permite que as novas gerações do tênis paranaense tenham a oportunidade de enfrentar grandes tenistas do passado.
Os torneios de primeira classe foram fundamentais na minha formação como tenista. Em 1980, com 12 anos de idade, fui a mais jovem campeã da história da primeira classe paranaense. Enfrentando tenistas mais experientes como Ana Ribas, Laura Fonseca e Mônica Demeterco, pude aprender e desenvolver meu jogo.
Gisele Miró é tenista profissional e escreve sempre às terças-feiras na Folha

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