Tênis (Gisele Miró)




O legendário
Aberto dos EUA
O US Open, que está em pleno andamento, foi realizado pela primeira vez em 1881, em Rhode Island, nas quadras de grama do Newport Cassino, quatro anos depois do primeiro torneio de Wimbledon. O torneio tornou-se popular em 1915, quando passou a ser disputado em Forest Hills, N.Y.
O Aberto dos Estados Unidos é um dos quatro principais torneios de tênis do mundo. Faz parte do Grand Slam, ao lado de Roland Garros, Wimbledon e Aberto da Austrália. Mais de 45 mil pessoas, por dia, assistem aos jogos no Complexo de Flushing Meadow. No US Open, de nada adiantam os insistentes pedidos de silêncio ao público. Além do barulho, são poucos os espectadores que respeitam a troca de lado para entrar e sair das arquibancadas.
Apesar da fama, o legendário público que frequenta as arquibancadas do US Open de forma alguma compromete o espetáculo dos jogadores. A não ser quando interpretam que houve alguma injustiça... aí, sai de baixo!
Dificilmente um desconhecido vencerá o US Open, porque este é o tipo do torneio que os grandes jogadores gostam de disputar e costumam jogar bem. Sampras e Rafter são os grandes favoritos, ambos sacam e voleiam muito bem, estilo de jogo ideal para as quadras sintéticas Deco Turf. Mas Andre Agassi é o preferido da torcida, organizadores e patrocinadores. Curiosamente, o piso do US Open, que deveria ser ligeiramente rápido, está mais abrasivo do que o normal, tudo para tentar beneficiar Agassi, o ‘‘darling’’ nova-iorquino.
Para Gustavo Kuerten, o piso mais lento também vai ajudar. Antes de se consagrar em Roland Garros, seus melhores resultados foram alcançados em quadras sintéticas lentas. E, por falar em nosso ídolo, Guga parece estar confiante para o US Open, principalmente depois da brilhante vitória sobre Marcelo Ríos em Long Island. Vamos torcer para que ele não encontre pelo caminho jogadores de saque e rede. Guga tem nítida dificuldade de enfrentar adversários que o pressionam subindo constantemente à rede.
No feminino, a disputa está mais acirrada. Monica Seles, Martina Hingis, Jana Novotna, Arantxa Sanchez, Steffi Graf, Lindsay Davenport: todas tem reais possibilidades e jogo suficiente para ficar com o título.
Vencer um torneio do Grand Slam é o sonho dos tenistas profissionais. A chave é de 128 jogadores e o torneio é disputado através de eliminatória simples, isto é, para ser campeão não se pode perder nenhum dos oito jogos. A seleção é feita através dos ‘‘rankings’’ internacionais, ATP (masculino) e WTA (feminino).
Os jogadores que não conseguem pontuação suficiente para disputar a chave principal têm de jogar o qualifying e vencer três jogos consecutivos para obter a classificação para a chave principal. A chave masculina é disputada em melhor de cinco sets e a feminina, em três. A maioria dos tenistas disputa também as chaves de duplas e duplas mistas, de olho na milionária premiação em dólares do US Open.
Gisele Miró, 29 anos, tenista profissional, escreve sempre às terças-feiras na Folha

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