Dia 31 estarei de volta às quadras de tênis. Vou jogar em Manaus um torneio de US$ 25 mil, valendo pontos para o ranking internacional. Estou ansiosa para reestrear no circuito profissional. Minha última competição foi em 1993 e guardo péssimas recordações do meu último jogo.
Apesar de estar afastada dos torneios de tênis por um longo período, não abandonei as competições. Em 1995 fui campeã mundial de padel, esporte que faz grande sucesso principalmente na Espanha e Argentina.
Para jogar em Manaus não tive muito tempo de preparação técnica, nem física, restando a meu favor a experiência e a vontade de jogar. Desde que recebi oficialmente o convite da Confederação Brasileira para disputar o torneio, tenho levado a sério minha preparação. Prefiro jogar ‘‘sets’’ do que bater bola ou fazer ‘‘drills’’.
Não sei como estão jogando minhas adversárias, mas o que mais me preocupa é o clima de Manaus, extremamente quente e úmido. Por isso, mesmo com pouco tempo para me preparar, comecei a trabalhar meu condicionamento físico e cuidar da alimentação. Antes, durante e depois das partidas, muito líquido (isotônico) bem gelado, porque desta forma é facilmente absorvido pelo organismo. Três dias antes da estréia, muito carbohidrato e nada de alimentos fibrosos ou ricos em gordura até o final da competição.
O uniforme para enfrentar a temperatura será todo branco e, nas trocas de lado, gelo, muito gelo, principalmente na cabeça e nos pulsos, para baixar a temperatura corporal.
O piso sintético das quadras do Hotel Tropical, onde será disputado o torneio, não é rápido, o que poderia me dar uma certa vantagem, já que meu saque é melhor do que o da maioria das tenistas. Com o calor, este tipo de piso fica tão quente que é imprescindível usar duas meias para tentar evitar bolhas.
Desculpas à parte, meu retorno às quadras está coberto de expectativas, principalmente porque o tênis feminino brasileiro não anda lá essas coisas.
Brasileiros caem

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