Tênis


Gisele Miró




Roland Garros

Fernando Meligeni também quer entrar para a história do tênis. Seguindo os passos de Guga, Fininho vai um por um, ponto por ponto derrotando seus adversários nas quadras parisienses. Pela primeira vez na história do tênis brasileiro, temos dois tenistas entre os oito melhores em Roland Garros.
Guga mostrou o caminho e em breve deveremos ver novos conterrâneos brilhando nas quadras. É a evolução natural do esporte num país. Foi assim na Austrália, França e Estados Unidos, países com tradição no tênis. Na Suécia ocorreu o mesmo depois do sucesso de Bjorn Borg, na Alemanha com Steffi Graf e Boris Becker e, atualmente, o fenômeno é registrado na Espanha de Mantilla, Corretja, Moyá, etc.
Enfim, parece que chegou a vez do Brasil. O que mais precisávamos era de um ídolo como o Guga - carismático, simpático, rico e agora também bonito. De um tenista como Meligeni, guerreiro, raçudo e teimoso, daqueles que não se intimidam nem na quadra central enfrentando os melhores do mundo. E é claro de técnicos competentes como Ricardo Acyoli e Larri Passos. As crianças estão nas quadras, cada vez em maior número, imitando seus ídolos e sonhando alto. Nunca foi tão fácil divulgar o tênis no Brasil.
Guga chegou às quartas-de-final em Roland Garros com facilidade, sem enfrentar nenhuma fera e ditando a velocidade de todos os jogos. Superior em quadra, pôde se dar ao luxo de relaxar durante os pontos, saindo de jogo por alguns instantes e recuperando o controle sempre que necessário.
Fininho precisou suar mais. Sem a potência dos golpes do Guga, teve que correr muito e errar pouco, jogando quase sempre no erro dos adversários. Até agora deu certo: passou por Patrick Rafter e Felix Mantilla. Na próxima rodada, Guga enfrentará Andrei Medvedev e Meligeni terá pela pela frente outra batalha duríssima, desta vez contra o espanhol Alex Corretja. Se ambos vencerem, teremos uma semifinal verde e amarela em Roland Garros.
Destaque também para Andre Agassi, que venceu Carlos Moyá, campeão do ano passado e, principalmente, Marcelo Filipini, uruguaio que passou o qualy (três rodadas) e está nas quartas-de-final.
Gisele Miró é tenista profissional e escreve sempre às terças-feiras na Folha

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