Tênis (Gisele Miró)
Tênis
Gisele Miró
Aberto da França
O famoso torneio francês foi disputado pela primeira vez em 1891, quatorze anos depois de Wimbledon, em 1877. O Aberto da França passou a ser conhecido internacionalmente em 1925, quando abriu suas portas também aos tenistas estrangeiros.
O Racing Club e o Estade Francês, que alternadamente sediavam o torneio, começaram a ficar pequenos para a multidão de espectadores que queriam ver os astros da época em ação. O governo francês doou três hectares de terra, perto da Porte dAuteuil com a condição do novo Estádio se chamar Roland Garros, homenagem a um homem mais conhecido por suas façanhas aéreas que por seu talento no tênis. Por ser nome próprio, a pronúncia correta é Garros, com s no final.
Construído em tempo recorde, o Aberto da França foi disputado pela primeira vez no Estádio Roland Garros em 1928. O troféu, erguido pelos campeões há mais de cem anos, é uma verdadeira obra de arte concebida pela famosa casa de Mellerio, joalheria de reis e imperadores, localizada na Rue de La Paix, a mais cara da França. A joalheira é responsável até hoje pelas réplicas avaliadas em trinta mil francos que os campeões levam para casa.
O sueco Bjorn Borg - com seis títulos - e Chris Evert, com sete, são os recordistas individuais de vitórias em Roland Garros. Gustavo Kuerten, campeão em 1997, é o único brasileiro com título individual no torneio. Maria Esther Bueno foi campeã de duplas em 1960 ao lado de Darlene Hard.
Roland Garros é para poucos. Apenas a elite do tênis internacional tem o privilégio de participar do charmoso torneio francês. Gustavo Kuerten e Fernando Meligeni são os únicos representantes do Brasil em Roland Garros. Adriano Ferreira, Jaime Oncins, Paulo Taicher, Francisco Costa, Daniel Melo e Márcio Carlsson foram eliminados no qualifying. Guga estréia hoje contra o espanhol Galo Blanco e é um dos favoritos ao título.
Gisele Miró é tenista profissional e escreve sempre às terças-feiras na Folha





