Tênis (Gisele Miró)
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terça-feira, 15 de dezembro de 1998
Gisele Miró Badminton 
O badminton invadiu a Argentina, assim como aconteceu com o padel alguns anos atrás. Jogar badminton virou moda no país vizinho. Trata-se de um esporte olímpico, praticado em mais de 70 países, muito popular na Ásia e praticamente desconhecido no Brasil. Dois ou quatro jogadores, usando uma raquete leve e fina, jogam uma peteca por cima da rede de uma quadra similar à de tênis em tamanho reduzido. A peteca chega a atingir perto de 200 km por hora, exigindo extrema concentração, preparo físico e muito reflexo de seus praticantes.
O esporte pode ser praticado em quadras abertas, mas os torneios oficiais são sempre disputados em canchas cobertas, com piso de concreto ou madeira. O saque é efetuado por baixo e apenas quem saca marca ponto. A peteca não deve tocar o solo e deve, sempre, ser respondida por sobre a rede, dentro das linhas de demarcação da quadra. A quadra mede 5,80 metros de largura por 13,40 metros de comprimento, e aumenta para 6,10 metros de largura nos jogos de dupla. A rede tem 1,55 m de altura, a peteca pesa, aproximadamente, 28 gramas e mede de 60 a 70 milímetros. As raquetes variam de 126 a 154 gramas e medem de 66 a 68 centímetros.
A história do badminton registra que o esporte era praticado de forma similar na Grécia e Egito antigos. Durante o século passado, na Índia, o jogo era chamado poona. Em 1860 foi levado para a Inglaterra por marinheiros britânicos. Em 1873 foi jogado durante a festa do Duque de Beaufort em Badminton, tornando-se mundialmente conhecido.
As regras do jogo são baseadas nas organizadas em 1887 pelo Bath Badminton Club. Em 1934, quarenta e dois países se reuniram para fundar a Federação Internacional de Badminton, tendo em 1980 a fusão com a rival World Badminton Federation que, agregando outros vinte países, possibilitou a inclusão do esporte nos Jogos Olímpicos. Outras competições consideradas de alto nível são a Thomas Cup (masculina) e a Uber Cup (feminina), ambas disputadas a cada três anos e restrita a jogadores amadores.
Com o início da temporada de praia, as raquetes não param. Se o badminton é a nova mania dos argentinos, em Caiobá, nas férias, o tênis de praia continua sendo o esporte preferido dos tenistas. O frescobol também é uma boa opção para quem quer se divertir e manter a forma ao mesmo tempo. A novidade para os amantes da raquete e bolinha ficará por conta da quadra de padel de cristal (blindex), que será montada pela primeira vez no balneário. Alguns dos melhores padlistas do mundo deverão optar por Caiobá para a pré-temporada, quando os atletas reiniciam os treinamentos. Será uma boa oportunidade para conhecer e praticar o padel, um esporte interessante que não requer muita habilidade. Fácil de aprender e divertido de jogar, o padel tem tudo para ser a nova onda deste verão.
Gisele Miró é tenista profissional e escreve sempre às terças-feiras na Folha


