Tênis-força marca a decisão feminina
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quinta-feira, 06 de julho de 2000
Agência Estado De Londres 
A final feminina do torneio de Wimbledon, amanhã, mostra que o tênis-força já é uma peça importante entre as mulheres também. As duas finalistas, as norte-americanas Venus Williams e Lindsay Davenport, são atléticas, altas e costumam sacar a mais de 180 km/h, muito mais forte do que alguns dos homens do circuito profissional.
Davenport tem 1,88 metro e deixou de ser chamada apenas de grandalhona depois de perder 13 quilos e ganhar agilidade e força em seus golpes. Assim, conquistou o título do US Open em 1998 e de Wimbledon no ano passado.
Na semifinal de ontem, ela intimidou a franzina sérvia naturalizada australiana Jelena Dokic, de 17 anos, de raquetadas refinadas, mas sem a mesma potência. Davenport venceu em dois sets por 6/2 e 7/6 (7x3), em apenas 51 minutos. Me senti intimidada diante de uma adversária como a Davenport, admitiu Dokic. Ainda mais porque esta era minha primeira semifinal de um Grand Slam.
Já Venus Williams lembra as velocistas que vão às Olimpíadas. Na quadra, costuma ser ágil e eficiente em seus golpes.
Numa semifinal em família, Venus derrotou a irmã mais nova, Serena, por 6/2 e 7/6 (7x3), em 1h27 de um jogo abaixo do nível técnico esperado. O nervosismo marcou este encontro, que acabou com a derrotada chorando bastante. Os erros das tenistas não invalidam uma promessa feita pelas duas quando iniciaram a carreira profissional: a de brigarem pela posição de número 1 do mundo.
Com 20 anos, Venus é a terceira negra a disputar um título em Wimbledon. A primeira foi Althea Gibson, que conquistou os troféus de 1957 e 58. Em 1990, Zina Garrison perdeu para Martina Navratilova.


