São Paulo, 08 (AE) - O tênis feminino brasileiro ganhou mais um torneio importante, com a disputa do Brasil Open, troféu Telesp Celular, na próxima semana no Clube Pinheiros, mas a modalidade reclama a ausência de ídolos e lamenta não ter nenhuma jogadora bem colocada no ranking. Não há sequer uma tenista entre as 200 primeiras da Associação Feminina de Tênis (WTA).
Sofrendo na pele a escassez de talentos, Danilo Marcelino, técnico da Fed Cup - versão feminina da Copa Davis - não vê saída a curto prazo. "No masculino tivemos ídolos como o Nico (Luiz Mattar), depois o Meligeni e agora temos um super-ídolo, o Guga", diz Marcelino. "Além disso, as meninas se preocupam com tudo, menos em jogar tênis." Também Luciana Tella, técnica da tenista brasileira mais bem ranqueada da atualidade, Joana Cortez, enfatiza a importância de se ter alguém que puxe as outras e sonha alto.
"Ah, como seria bom ter de novo uma Maria Esther", diz Tella. "Estou acreditando muito na Joana, tem talento e pode colocar-se entre as 50." Ex-jogadora e agora treinadora, Andrea Vieira, a conhecida Dadá, fala da necessidade de investir na base, em jogadoras de 12 ou 13 anos.
Acostumado às questões técnicas do tênis, Eduardo Menga, vice-presidente da Associação dos Tenistas Profissionais (ATP) e pai da mais badalada jogadora brasileira, Vanessa Menga, critica às regras da WTA.
"As estrelas do feminino estão sempre protegidas, enquanto muitas outras tenistas sentem dificuldades para subir"
explica. "Não há torneios médios no feminino, ou são muito pequenos, que não dão quase pontos, ou muito grandes, que exige estar bem ranqueada." Menga diz que, por sorte, sua filha Vanessa tem uma boa imagem e conta com patrocinadores que querem estar associados, como a Telesp Celular, a Cincon, Yonnex, Adidas e Bovespa e espera agora uma arrancada com o apoio do novo técnico Fábio Silberberg.

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