A imagem desoladora de Emerson Leão numa das poltronas da área de embarque do Aeroporto Internacional de Narita parecia definitiva: ele está cabisbaixo. Instantes antes, acabara se ser comunicado de sua demissão por Antônio Lopes. A reação de Leão foi de revolta contida. Desabafou, com palavrões, em tom pausado, e ouviu um conselho de Lopes. ‘‘Segura a onda para não fechar as portas.’’ Leão não queria acreditar na possibilidade de ser afastado, apesar de todos os indícios da péssima campanha na Copa das Confederações e de alguns incidentes no Japão, um deles, o mais grave, quando calçou tênis de uma fornecedora de material esportivo concorrente da Nike, patrocinadora da seleção brasileira.

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