Tênis brasileiro vive crise dentro e fora das quadras
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terça-feira, 20 de abril de 2004
Agência Estado 
Rio de Janeiro - O tênis brasileiro vive, dentro e fora das quadras, uma crise sem fim. Em Montecarlo, o Brasil já está fora da disputa de um dos mais tradicionais torneios: depois de Gustavo Kuerten cair diante do alemão Rainer Schuettler, em performance irreconhecivel, agora foi a vez de Flávio Saretta perder para o apenas razoável chileno Nicolas Massu por 2 a 0, com parciais estranhas, de 6/3 e 6/0.
Nos bastidores, a política continua agitada. A Confederação Brasileira de Tênis CBT anunciou ontem o adiamento das eleições de 15 de maio para 2 de julho, assim como da Assembléia Extrordinária, de apresentação das contas de 2003.
Coincidência ou não, desde que a política se misturou com os tenistas, os resultados têm sido negativos. Saretta caiu na primeira rodada de Montecarlo, repetindo o que já havia acontecido em Miami, quando perdeu para Todd Reid, também na estréia. O jogador não reclama, mas evidentemente ficou abalado com as turbulências provocadas pelo boicote à Copa Davis, que culmiram com sua saída da agência que cuidava de sua carreira.
A situação pode ter abalado Guga também. Em Montecarlo, além dos problemas físicos já conhecidos, o tenista demonstrou uma pouco comum falta de motivação.


