Muito pouco se sabe sobre a origem do tênis. Alguns crêem que ele surgiu como uma variante dos antigos jogos de bolas praticados pelos egípcios e gregos. Outros acreditam que o tênis deriva de um jogo romano chamado ‘‘harpastum’’, que foi adaptado pelo país Basco e recebeu o nome de ‘‘jeu de paume’’ porque a bola era batida contra um muro com a palma da mão.
No século XII, o ‘‘jeu de paume’’ difundiu-se por toda a França, com muitas modificações. Ele deixou de ser jogado contra o muro, passando a ser praticado em um retângulo dividido ao meio com uma corda. Surgiu, assim, o ‘‘longue-paume’’, que permitia a participação de até seis jogadores de cada lado. Mais tarde surgiu o ‘‘court-paume’’, jogo similar, jogado em recinto fechado e exigindo uma superfície menor para sua prática. As partidas eram disputadas em melhor de 11 jogos, saindo vencedor a equipe que fizesse primeiro os 6 jogos. Eis o porque dos 6 games.
Somente no século XVI apareceu a raquete, invenção italiana, tornando o ‘‘paume’’ menos violento e mais interessante. Em meados do século XIX, na Grã-Bretanha, surgiu a bola de borracha e junto surgiu o tênis ao ar livre, (Real Tennis), muito parecido com o ‘‘court-paume’’, mas sem paredes laterais e de serviço.
Em 1874 o tênis foi chamado de ‘‘Sphaerestike’’ em homenagem aos gregos que assim chamavam os exercícios feitos com auxílio de bolas. Esse nome não ficou por muito tempo, foi substituído por tênis, derivado do francês ‘‘tenez’’ que significa Pega! Era exclamado quando o jogador atirava a bola para o lado adversário.
O tênis (chamado nessa época de ‘‘tennis-in-lawn’’ por ser praticado na grama), foi impulsionado pelo entusiasmo de senhoras e logo superou o ‘‘cricket’’, maior sucesso da época em terras britânicas. A partir daí o tênis começou a se desenvolver, tornando-se Olímpico em 1896. A partir de 1900 foi iniciada a disputa da Taça Davis.
Gisele Miró é tenista profissional e escreve sempre às terças-feiras na Folha

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