Tênis - Iluminado
PUBLICAÇÃO
segunda-feira, 21 de novembro de 2016
France Press 

Londres - O britânico Andy Murray sagrou-se campeão do ATP Finals pela primeira vez na sua carreira ao derrotar o sérvio Novak Djokovic por 6-3 e 6-4, ontem, em Londres, e garantiu que terminará o ano como número um do mundo. Esse duelo era o verdadeiro tira-teima da temporada, com a liderança do ranking como prêmio.
A final, porém, foi mais morna do que o previsto e Murray conseguiu impor a consistência do seu jogo no fundo da quadra apesar do desgaste acumulado no sábado, na "maratona" de 3h38 da semifinal contra o canadense Milos Raonic. Djoko, que precisou de apenas 1h07 para despachar o japonês Nishikori na outra semi, não aproveitou a chance de recuperar o posto que perdeu há duas semanas.
O aspecto físico acabou passando em segundo plano e o que fez a diferença foi a confiança: implacável, o escocês manteve a frieza a todo momento, enquanto o sérvio perdeu a cabeça várias vezes, cometendo nada menos de trinta erros não forçados.
Depois de um início de jogo parelho, com 3 a 3 no primeiro set, Murray ganhou cinco games seguidos para fechar a parcial e sair em vantagem no segundo.
O número 2 do mundo até esboçou uma reação, quando devolveu uma quebra para encostar em 4-3 depois de perder por 4 a 1, mas o queridinho da torcida local acabou fechando em 6-4, no terceiro "match point", depois de 1h42 de jogo.
Invicto há 24 jogos, Murray se tornou o 17º tenista da história a terminar o ano no topo desde a criação do ranking da ATP, em 1973. Ele chegou a esse nível com um segundo semestre espetacular, com destaque para o bicampeonato olímpico conquistado no Rio de Janeiro, em agosto, um mês depois de levantar pela segunda vez o troféu de Wimbledon. O título inédito no ATP Final fecha a temporada com chave de ouro, novamente diante da sua torcida.


