Imagem ilustrativa da imagem TÊNIS - FINAIS DA WTA<br>Uma década depois




Uma carreira de altos e baixos.
Assim define-se o currículo da tenista russa Maria Sharapova.
Lutando contra contusões e maus momentos, a musa parece ter reencontrado seu melhor tênis nesta temporada e, amanhã, começa a disputa das Finais da WTA.
Curiosamente, a única vez que Sharapova levantou essa taça foi há exatos dez anos, quando fazia sua estreia no torneio, e derrotou uma de suas maiores rivais da carreira na final: Serena Williams.
Desde então, a russa foi eliminada em duas semifinais (2005 e 2006), tem dois vice-campeonatos (2007 e 2012) e caiu na fase de grupos em 2011. Nas outras quatro edições ficou de fora da disputa das Finais.
Na temporada 2004 do circuito, Sharapova entrou no torneio na sexta posição, atrás de nomes como a americana Lindsay Davenport, a francesa Amelie Mauresmo e sua compatriota Anastasia Myskina.
Nos grupos, estreou com derrota para Mauresmo (2 a 0), recuperou-se, batendo a russa Svetlana Kuznetsova (2 a 0) e fechou a primeira fase com triunfo sobre a também russa Vera Zvonareva (2 a 0).
Na semifinal, teve seu terceiro duelo russo no torneio, contra Myskina.
Após três sets, levou a melhor.
Já no confronto decisivo, encarou a jogadora que entrou na oitava posição nas Finais da WTA, em uma partida que daria início a uma grande rivalidade no tênis. Foi a vez de enfrentar a americana Serena Williams.
De virada, Sharapova venceu por 2 a 1, com parciais de 4-6, 7-6 (7-2) e 6-4, levando para casa sua única coroa de campeã da temporada do tênis.
Após dez anos, amusa russa tem uma boa chance de repetir o feito.
Classificada como a segunda melhor do ano, terá pela frente amanhã, em Cingapura, a dinamarquesa Caroline Wozniacki, número 9 do mundo.
Depois, encara a polonesa Agnieszka Radwanska (6ª) e a tcheca Petra Kvitova (4ª). Do outro lado da chave, encontra Serena apenas em uma semifinal ou final, podendo, ent ão, reeditar o duelo de uma década.
Os números são semelhantes, os momentos diferentes, porém, Maria Sharapova quer voltar ao lugar que merece: o topo do mundo no tênis.

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