O suíço conquistou seu 18º Grand Slam da carreira
O suíço conquistou seu 18º Grand Slam da carreira | Foto: Saeed Khan/AFP



São Paulo – O tenista suíço Roger Federer, 35, venceu o Aberto da Austrália por 3 sets a 2 em partida contra o espanhol Rafael Nadal, 30, e conquistou o 18º título de Grand Slam de sua carreira. O jogo, que teve parciais 6-4, 3-6, 6-1, 3-6 e 6-3, colocou Federer novamente entre os dez melhores do mundo no ranking da ATP (Associação de Tenistas Profissionais), na 10ª posição. Ele estava fora dessa lista desde novembro do ano passado, depois de ter aparecido nela por mais de 14 anos consecutivos. A partida durou mais de três horas.
O último título de Grand Slam do suíço havia sido em 2012, no torneio de Wimbledon em partida contra o britânico Andy Murray. Com a derrota, o espanhol fica na sexta posição do ranking - acima do nono lugar com o qual entrou na competição.
Esse foi o 35º confronto entre os tenistas. No total dos embates, o espanhol levou a melhor em 23 jogos e Federer venceu 12. Os dois não se enfrentavam desde 2015 e a última final de Grand Slam entre eles aconteceu em 2011, no Aberto da França, conquistado por Nadal.
Aos 35 anos de idade, Federer, que entrou no Aberto da Austrália como 17º colocado no ranking da ATP, precisou enfrentar quatro tenistas entre os dez primeiros colocados da lista de melhores do mundo durante a competição, feito alcançado anteriormente apenas pelo sueco Mats Wilander, em 1982, no torneio de Roland Garros. Essa foi a quinta partida de final de Grand Slam na era profissional do esporte, que perdura desde 1968, em que dois tenistas com 30 anos de idade ou mais se enfrentaram.

Azarão?

O título do Aberto da Austrália, 18º Grand Slam da carreira de Roger Federer, não é apenas mais um para a sala de troféus do do suíço. O tenista mais vencedor da história fazia seu retorno após seis meses em que ficou parado devido a uma lesão.
Em Melbourne, ele entrou como azarão. Era o 17º colocado do ranking mundial, mas derrotou quatro atletas do top 10, incluindo seu histórico rival, o espanhol Rafael Nadal, para levar o troféu.
De volta ao grupo dos dez melhores tenistas no ranking desta segunda (30), o suíço não defenderá pontos até abril, o que lhe dá mais chances de subir na classificação. Logo após o Grand Slam australiano do ano passado, ele machucou o joelho e não disputou competições no primeiro quadrimestre de 2016.
Federer se lesionou ao dar banho nas filhas e precisou passar por cirurgia. Na volta às quadras, foi eliminado na semifinal de Wimbledon-2016 e encerrou a temporada precocemente, ainda com problemas no joelho. Os médicos recomendaram um período afastado para que pudesse continuar jogando em alto nível por mais alguns anos.
O suíço aproveitou a folga forçada para passar mais tempo com a mulher, Mirka Vavrinec, e os quatro filhos. Pela primeira vez na carreira, ele sentiu como seria o gosto de se aposentar.
"Foi empolgante e bom para nós ter esse tempo, foi uma boa sensação, sabe? Senti-me bem, mas parar de vez pode certamente esperar", afirmou ao "New York Times" antes do retorno dos sonhos.
É provável que nas próximas competições ele enfrente o líder do ranking, Andy Murray, e o vice, Novak Djokovic – duelos que não ocorreram em Melbourne porque ambos foram eliminados nas rodadas iniciais. Será um teste de fogo para saber até onde o suíço pode chegar nessa surpreendente retomada.

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