TÊNIS - 8 ANOS DEPOIS...
PUBLICAÇÃO
segunda-feira, 11 de fevereiro de 2013
FÁBIO ALEIXO<br>[email protected] 
Em 2005, quando veio ao Brasil pela primeira vez, Rafael Nadal não era um completo desconhecido, mas também estava longe de ser um astro do tênis mundial.
Com 18 anos na época, era mais um dos 32 tenistas inscritos na chave do Aberto do Brasil, jogado ainda na Costa do Sauípe. O título, o segundo de sua carreira, não deixou de ser uma surpresa. Afinal, era apenas o 48o- do ranking mundial.
Oito anos depois, Rafa (5o- da lista da ATP) vem ao Aberto do Brasil com o status de ídolo de umamultidão, como um dos maiores jogadores do saibro de toda a história do esporte e dono de 11 títulos de Grand Slams. E, como não poderia deixar de ser, será a principal atração do torneio que começa hoje no Ginásio do Ibirapuera, em São Paulo.
Desde que sua presença no ATP 250 paulistano foi anunciada, o preço dos ingressos aumentou na mesma proporção que a expectativa do público. O torneio
também ganhou em qualidade, com a presença de um Top 10 do ranking
mundial, uma obsessão da organização. Ate então, o melhor ranqueado
confirmado era o espanhol Nicolás Almagro (11o- do mundo), dono de três títulos do Aberto do Brasil.
Para o tênis brasileiro é muito importante contar com o Nadal aqui, como já havia acontecido com o Federer (em exibição no fim de 2012). É bom termos um torneio forte disse Thomaz Bellucci (35o-), melhor brasileiro no ranking.
Como o acerto para a participação do espanhol só aconteceu depois que as inscrições haviam acabado, Nadal foi contemplado com um dos convites disponibilizados pela organização. Apesar disso, será o cabeça de chave número 1 e fará sua estreia apenas na segunda rodada, na quinta-feira. Seu rival sairá do duelo entre Ruben Ramirez Hidalgo (91o-) e um jogador do qualifying.
Até lá, terá uma agenda apertada, com uma partida na chave de duplas, amanhã, entrevistas coletivas, algumas ações promocionais e uma clínica para crianças e jovens.
Em quadra, tentará recuperar o tempo perdido. Por causa de uma lesão em seus dois joelhos em decorrência da síndrome de Hoffa , ficou quase sete meses parado. Desde o fim de junho do ano passado, quando caiu na segunda rodada de Wimbledon, fez apenas quatro partidas, todas elas em Viña del Mar, onde disputou
a final ontem (leia abaixo).

EM 2005 - Posição no ranking 48º-
Melhor posto no ranking até então - 34 o-, em abril de 2004. Títulos - 1, em Spot, na Polônia. Títulos de Grand Slam - Nenhum. Anos como profissional - 4.

EM 2003 - Posição no ranking 5º -
Melhor posto no ranking até então - 1o-, pela última vez no dia 20 de junho de 2011. Tíulos na carreira - 50. Títulos de Grand Slam - 11, sendo sete em Roland Garros. Premiação - US$50.061.827, 00


