Tencatti quer vencer primeiro turno
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segunda-feira, 09 de janeiro de 2012
Thiago Mossini <br> Reportagem Local 
O técnico Cláudio Tencatti, 39 anos, tem uma carreira curta como treinador. Seu grande feito foi conquistar a Divisão de Acesso do ano passado com o Londrina. E ele será o encarregado de comandar o time nesse retorno à elite estadual, com a missão de garantir uma vaga na próxima Série D do Campeonato Brasileiro. Para isso, quer explorar o primeiro turno, quando os rivais ainda estão montando seus elencos.
De boa prosa, ele é querido no elenco, que é formado em boa parte pelo grupo que conquistou o acesso, o que é uma arma na visão do comandante. ''Vi muitos amistosos dos outros times e percebi que eles ainda estão se organizando. Nós não temos esse problema e essa é a minha aposta'', analisou.
A estreia no Estadual é dia 22, contra o Atlético em Curitiba. A poucos dias de dar o pontapé no maior desafio da sua carreira, ele fez suas projeções à FOLHA:
No primeiro turno, Atlético e Coritiba ainda estão começando o trabalho após as férias e os rivais do interior ainda estão formando e entrosando seus elencos. É o turno mais fácil de se ganhar?
É o turno a se ganhar sim. Por isso, no planejamento, trouxemos o grupo antes e programamos os amistosos. O que atrapalhou foi o elenco não estar completo ainda (o técnico quer mais dois reforços). Mas fisicamente e taticamente o time está bem encaixado. É o turno que dá para brigar em igualdade com Atlético e Coritiba.
O Londrina não contratou muito e manteve quase todo o elenco que ganhou a Segundona. Esse conjunto e entrosamento podem ser os pontos decisivos principalmente no primeiro turno?
Vi muitos amistosos dos outros times e percebi que eles ainda estão se organizando. Nós não temos esse problema e essa é a minha aposta.
Quem está nessa situação também é o Cianorte. Do time que disputou a Série D só dois jogadores saíram. Seria o grande rival do primeiro turno?
O Cianorte, em nível de conjunto, entrosamento, de grupo pronto, com certeza. Mas em termos de elenco, o Arapongas está muito bem também.
Neste contexto e baseado em como foi no ano passado, como pode ser traçado o segundo turno?
Com Coritiba e Atlético já fortes é bem mais complicado. Temos que ser realistas. E o problema não é nem o confronto entre Londrina e Atlético ou Coritiba, mas o jogos desses times contra algumas outras equipes do interior, que eles vão atropelar e somar pontos.
Neste aspecto, estrear contra o Atlético é um bom negócio?
Estrear contra o Atlético é excelente. Se pudesse, já queria fazer o jogo contra o Coritiba na segunda rodada também.
Faz alguma semanas que você pede insistentemente a contratação de um meia e um centroavante. Eles fazem tanta falta?
Vamos medir a falta nesses dois amistosos (Penapolense, no último sábado, e Flamengo, na quinta-feira). Mas se esses jogadores já estivessem aqui, ou seriam titulares ou seriam sombras. Se tivéssemos o meia, talvez o Silvinho e o Rodrigo estariam em um estágio acima do atual. Já o atacante de área é a referência e você sempre precisa de alguém assim.
E o amistoso contra o Flamengo antes da estreia? O que um resultado desastroso ou uma surpresa boa podem significar para a sequência do Londrina?
É um amistoso forte e a melhor referência para a estreia. É um time de nível técnico muito alto e que está iniciando a temporada. Se for bem é considerável. Se for mal, pode ser preocupante, mas acredito que faremos um bom jogo. O nível do Comercial-SP é o nível do Atlético e do Coritiba nesse início de temporada. Por isso foi importante também. Não há ninguém no interior do Paraná no nível deles (Comercial).
O Flamengo também é um fator motivacional?
Sim. É um jogo em Londrina, no Café cheio. É a oportunidade de aparecer. É entrar lá e jogar. É vitrine.


