Que a pressão sobre o técnico Cláudio Tencati é grande, não é novidade. Ele sempre foi muito cobrado no Londrina e, muitas vezes, hostilizado. Há um bom tempo, no entanto, ele não via a revolta do torcedor contra seu trabalho. Mas ontem a paz acabou. Durante o jogo contra o Arapongas, um coro com palavrões foi entoado contra ele. Após o apito final e a consequente derrota por 1 a 0, o coro foi de "fora, Tencati".
O treinador, porém, garantiu não se abater com as críticas e cobranças e que vai continuar trabalhando para tentar reaproximar o Londrina do bom futebol, já que eles andam separados há algum tempo.
Tencati afirmou que entende a cobrança e dá razão ao torcedor, que enfrentou estrada e um sol de quase 40 graus para apoiar o Tubarão em Arapongas. "Faz parte do futebol. Não sou o primeiro e não vou ser o último. A equipe tem campanha irregular e quando não consegue dar sequência o primeiro nome é do treinador. Sempre honrei a camisa do Londrina. Hoje deu errado, é óbvio que há caça às bruxas e o primeiro nome é o meu. Estou aqui, de cara limpa, assumindo a responsabilidade perante a equipe. Não tenho que acusar ninguém, o responsável sou eu", discursou o treinador.
O momento conturbado faz com que o treinador antecipe a preparação para o duelo contra o Maringá, domingo, no Estádio do Café. A folga dos jogadores, programada para hoje, foi cancelada e eles se reapresentam à tarde. O técnico ganha um dia a mais para tentar impor uma nova postura à equipe.
Ontem, mais uma vez, ele não viu surtir efeito nem suas cobranças, nem suas alterações. "Infelizmente, fomos omissos. Em partes fizemos um primeiro tempo até regular, mas a coisa piorou no segundo tempo. As mudanças não surtiram efeito", lamentou o treinador.
Porta-voz do elenco e capitão do time, o zagueiro Sílvio lamentou o resultado e atuação apagada da equipe. "As coisas não fluíram como imaginávamos. Viemos esperançosos para essa partida pela semana produtiva que tivemos, mas as coisas não se encaixaram", afirmou o jogador.
Para o camisa 3, é hora de união, como ocorreu em um momento de adversidade em 2013. "Temos que unir forças. No ano passado, tivemos uma sequência ruim, perdemos para o Paraná, empatamos com o Arapongas em casa, com o Cianorte fora e revertemos a situação. O grupo é forte já demonstrou que tem poder de reação", apontou.

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