Temporal atrapalha, mas não tira empolgação dos palmeirenses
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segunda-feira, 19 de novembro de 2018
Pedro Marconi/Reportagem Local 

Depois de dois anos, o Palmeiras voltou a jogar no estádio do Café, em Londrina. Desta vez, o Alviverde enfrentou o Paraná Clube, levando mais de 27 mil torcedores ao palco esportivo. Se na oportunidade anterior na cidade o duelo foi marcado pelo sol, na partida deste domingo (18) foi a forte chuva, acompanhada de ventos, que embalou a torcida. Entre os mais animados e os acanhados, dezenas deixaram o jogo após o apito final do primeiro tempo em razão do temporal.
No grupo dos que permaneceram estava Gabriel Pereira. Mesmo no setor de cadeiras cativas, preferiu ver da área descoberta para, segundo o auxiliar administrativo, ficar mais à vontade para comemorar os gols. O resultado, porém, não foi do jeito que imaginava. "O Paraná está rebaixado e até vendeu o mando de jogo, então achava que seria uns dois, três a zero para o Palmeiras. Infelizmente temos que nos contentar com o empate", frustrou-se. Já o estudante Paulo Rezende saiu confiante do confronto. "O importante é que continuamos na liderança. É questão de tempo para levantar a taça de campeão da Série A."
Moradora de Foz do Iguaçu (Oeste), a mais de 500 quilômetros de distância de Londrina, a dona de casa Sandra Mara Broboski veio incentivar o time paulista junto com o esposo e a filha. Eles chegaram no sábado (17) e se declararam torcedores apaixonados. "Em casa todos são torcedores do Palmeiras e vemos todos os jogos pela televisão. Fazia muitos anos que não vínhamos a um estádio assistir a nossa equipe. Pena que a chuva atrapalhou", contou. "Só o filho do meu esposo, que mora em Londrina, que torce para o Corinthians", brincou.
Entre os que preferiram terminar de acompanhar o jogo do líder da Série A em casa estavam várias famílias, como a do motorista londrinense Arnaldo Silva. Ele chegou por volta das 16h30 para torcer pelo time do coração na arquibancada junto com os filhos Kauan, 7, e Natan, 8. "Não é sempre que podemos assistir ao time do coração. Mesmo assim, é muita chuva e poderia fazer mal para as crianças. Será campeão de qualquer maneira", analisou.
Se para muitos o tempo chuvoso foi um empecilho, para quem vendeu capas de chuva no estádio o clima não poderia ter sido melhor. José Roberto dos Santos, por exemplo, comercializou mais de 300 produtos. "Foi muito bom este tempo. Deu para ganhar o dia", comemorou. (Pedro Marconi/Reportagem Local)


