Arquivo FolhaBoa faseMaurício Gugelmin terminou a competição em quarto lugar: fez três poles e pontuou em 14 das 17 etapas A julgar pelos números da temporada da Fórmula Indy, a combinação perfeita entre piloto, carro, motor e pneus no campeonato encerrado domingo, no circuito de Fontana, seria um Reynard-Mercedes-Firestone conduzido por Alessandro Zanardi nos circuitos mistos e por Paul Tracy nos ovais. Zanardi teve mais pontos nos mistos e no total, mais vitórias, mais poles e mais voltas lideradas. Tracy fez mais pontos nos ovais e o chassi Reynard, o motor Mercedes e os pneus Firestone foram superiores aos adversários durante todo o ano.
O título de Zanardi é incontestável pelas estatísticas. Ninguém andou mais tempo na frente do que ele. Para quem o considera arrojado demais, Zanardi deu uma reposta sendo campeão também de regularidade. Completou 15 das 16 corridas em que largou. Só não marcou pontos em Detroit, onde bateu com Dario Franchitti, e em Fontana, onde não correu por causa de um acidente.
O italiano ficou de fora de uma prova de 500 Milhas e perdeu a primeira posição nas estatísticas de milhas completadas. Mas só o companheiro de time, Jimmy Vasser, terminou tantas corridas quanto ele, 15. Foi uma comprovação da eficiência do time bicampeão, a Ganassi.
Maurício Gugelmin e Gil de Ferran completaram 14 provas e também brilharam pela constância. Gil teve o mesmo número de pódios de Zanardi, sete. Andretti, Moore, Blundell e Vasser obtiveram cinco. Gugelmin calou os críticos que o consideram pouco agressivo. Fez três pole positions, liderou 211 voltas e teve a melhor média de posições de largadas, 4,2 - ou seja, na maioria das 17 provas, dificilmente largou abaixo do quarto lugar.
Nos ovais, o melhor piloto foi Paul Tracy, com três vitórias, duas poles e 315 voltas lideradas. Os chassis Penske e Swift mostraram eficiência neste tipo de circuito, mas nos mistos perderam feio para a Reynard. O carro inglês foi tão eficiente que provocou a concordata da Lola, maior concorrente. Ganhou 13 das 17 corridas, fez 15 poles e 346 dos 374 pontos possíveis.
Entre os motores, a Mercedes levou o título, com nove vitórias e seis poles. Mas a briga foi bem mais equilibrada que em 96, quando a Honda deu um passeio. Este ano, o motor japonês perdeu em consumo e potência final. A Honda teve seis vitórias e seis poles e a Ford, duas vitórias e cinco poles.

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