Temporada ameaça tradição do Brasil na F-1
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quinta-feira, 24 de março de 2011
Tatiana Cunha<BR>Folhapress 
Melbourne, Austrália - País com grande tradição na F-1, dono de oito títulos mundiais, o Brasil corre o risco de em um futuro não muito distante não ter mais representantes na categoria máxima do automobilismo. A temporada que começa neste final de semana, na Austrália, pode involuntariamente acelerar este processo.
Dos quatro pilotos que tinha no ano passado, restaram somente dois: Felipe Massa e Rubens Barrichello - Lucas di Grassi ficou sem vaga, e Bruno Senna será piloto de testes da Renault.
Tanto Massa quanto Barrichello estão em momentos cruciais de suas carreiras. O primeiro, após uma temporada complicada na Ferrari, na qual ficou à sombra do parceiro, Fernando Alonso, tendo inclusive que lhe ceder a vitória em Hockenheim, tem de provar que é capaz de derrotar o espanhol.
Caso contrário seus dias como piloto da escuderia italiana podem chegar ao fim antes mesmo do final de seu contrato, que vai até 2012. ''Preciso fazer o melhor que eu posso não só dentro do carro, mas também com a equipe e com todo o resto. E é isso que estou pronto para fazer'', afirmou o ferrarista.
Barrichello, que começa sua 19 temporada na categoria, vive situação diferente. Aos 38, sabe que sua carreira já está chegando ao fim. Um mau desempenho em 2011 pode antecipar a aposentadoria que ele tenta adiar. ''É até engraçado chegarmos a esta situação porque o Brasil sempre teve muitos pilotos de alto nível. Até hoje, se você for a um kartódromo, vai ver muita gente que tem potencial para entrar na F-1'', falou o piloto da Williams. ''Acho que está na hora de o Brasil começar a pensar se não tem que injetar algum incentivo. Isso é uma coisa que eu penso em fazer quando eu parar porque a gente sabe que hoje só talento não leva ninguém para a F-1.''
O treino que define o grid de largada para o GP da Austrália acontece na madrugada de amanhã, às 3 horas.


