Tempo ruim prejudica Boogie Três Fronteiras
PUBLICAÇÃO
domingo, 06 de setembro de 1998
Lúcio Flávio Moura Especial para a Folha 
O Aeroporto Internacional Guarani, em Minga Guazú - a 37 quilômetros a oeste de Foz do Iguaçu -, no Paraguai, se transformou, desde ontem pela manhã, em um templo do pára-quedismo. Cerca de 160 praticantes de quatro países - Brasil, Argentina, Paraguai e Uruguai - estão participando do 2º Boogie Três Fronteiras de Pára-quedismo, evento não-competitivo realizado especialmente para confraternização e quebra de recordes, que prossegue até o final da tarde de hoje. O encontro tem apoio da Folha, que está comemorando 50 anos de circulação.
Grande parte do cronograma de saltos foi cancelada devido ao tempo ruim que predominou na região nos últimos dias. Ontem pela manhã, após a chuva cessar por algumas horas, as aeronaves partiram realizando vôos com intervalos de 40 minutos. O evento estava perfeito. É uma pena que as condições climáticas não sejam as ideais, lamentava Emilson Fernandes, um dos organizadores.
A temperatura foi outro obstáculo para os saltos. Pela manhã os termômetros do aeroporto marcavam 15 graus. A 4 mil metros, a temperatura chegava a cinco graus negativos. O desconforto é muito grande e a falta de visibilidade prejudica as manobras, explica Rogério Martinati, heptacampeão brasileiro da modalidade Trabalho Relativo. Neste tipo de salto os pára-quedistas se unem no ar para formam figuras geométricas. Ontem a equipe do engenheiro usou 12 integrantes para formar um círculo.
Os participantes planejam voltar a Minga Guazú em dezembro, para um terceiro Boogie. A organização destaca o preço baixo dos combustíveis e o modelo Casa 212, aeronave com ampla porta traseira, como atrativos do local. O 2º Boogie Três Fronteiras é promovido pelo Sky Dive, clube de pára-quedismo de Foz do Iguaçu.


