Agência Estado
De Londres
A opinião é quase unânime: não faz sentido a Federação Internacional de Automobilismo (FIA) programar o GP da Grã-Bretanha em abril. ‘‘Espero que isso não aconteça mais’’, afirmou ontem Frank Williams, enquanto se escondia na sala de imprensa da chuva, do frio de seis graus e do vento forte que castigavam o circuito de Silverstone. ‘‘Honestamente essa não é a época para se organizar uma corrida aqui’’, disse o líder do Mundial, Michael Schumacher. Os treinos livres da quarta etapa da temporada começam hoje.
O irlandês Eddie Jordan, dono da equipe que comemora a participação em 150 GPs no fim de semana, explicou até os problemas que está enfrentando com a escolha equivocada da data da prova. ‘‘Nenhum time deseja levar patrocinadores ou convidados para locais de climas como este’’, declarou. ‘‘Por que nós vamos para a Austrália e o Brasil em março? É para aproveitarmos o calor.’’ Até mesmo os negócios acabam sendo atrapalhados com uma decisão dessas, revelou Jordan.
A previsão para as duas sessões de treinos livres de hoje é de chuva, bem como para sábado, dia de classificação, segundo relatório exposto na sala de imprensa. Para domingo, aponta o documento, existe a possibilidade de melhora do tempo. Rubens Barrichello é um dos poucos pilotos que torce para a meteorologia inglesa acertar no seu prognóstico. ‘‘Conheço esse traçado como a minha casa’’, afirmou. ‘‘Sei que o Michael (Schumacher) é muito rápido também no molhado, mas gostaria de disputar com ele uma corrida sob chuva.’’
Correr em condições difíceis é também a preferência de Pedro Paulo Diniz, da Sauber. Um dos seus melhores trabalhos na Fórmula 1 foi no GP da Espanha de 1996, em que classificou-se em sexto, numa prova realizada com o asfalto bastante molhado. Diniz expôs ontem o desenho de seu capacete, concebido para homenagear os 500 anos da descoberta do Brasil. ‘‘A data tem um significado especial para mim e essa é a forma de eu me manifestar.’’
Já a precupação de Ricardo Zonta é com a segurança do carrro da BAR. Semana passada ele sofreu um acidente grave na curva Stowe, onde Schumacher quebrou a perna no último GP da Grã-Bretanha. A suspensão dianteira direita quebrou e sua BAR voou sobre a cerca de proteção e parou, de ponta cabeça, embaixo de uma arquibancada.
O GP da Grã-Bretanha inaugura uma nova fase da eletrônica embarcada na Fórmula 1. Os programas de computador que gerenciam o funcionamento do motor foram simplificados, de forma a não mais poder controlar a tração do carro.Único que não se incomodou com o frio e a chuva foi Barrichello: brasileiro sonha em duelar com Schumacher na pista molhada
France PresseCONVERSA DE FAVORITOSHakkinen (E) e Schumacher em Silverstone: começam hoje os treinos livres para o quarto GP da temporada

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