Tempo escasso impede treinos junto com elenco
O ponta-direita Paulo Henrique Cadorin de Castro, o Ricão, do time de handebol masculino da Unifil, é um exemplo de atleta que enfrenta inúmeras dificuldades para conciliar a faculdade de Fisioterapia com os treinos e, principalmente, as viagens. Por causa da disputa da Liga Nacional de Handebol Masculino, Ricão permaneceu por uma semana com a equipe no Estado do Rio de Janeiro para a disputa de dois jogos. Com isso, não pôde comparecer aos estágios obrigatórios do último ano do curso.
Resultado: terá que encontrar tempo para repor sete dias do estágio. ''Já aconteceu de uma prova estar marcada para o mesmo dia de um jogo. Tive que entrar em contato com a coordenação do curso e pedir para fazer em uma outra oportunidade'', recorda o atleta.
Ricão conta que, normalmente, enfrenta dificuldades para treinar com o restante do elenco, seja na academia de musculação ou no treino de quadra. ''Em alguns dias faço academia à noite, sozinho. Isso é ruim, pois não tenho a companhia dos outros jogadores e até para o preparador físico (Lucas Leme), que não consegue acompanhar meu trabalho o tempo todo'', lamenta.
O atleta conta que os professores, em sua maioria, entendem as dificuldades, mas alguns não são ''tão flexíveis''. Já os colegas de classe o ajudam quando necessário. ''Meu TCC (Trabalho de Conclusão de Curso) fiz em dupla. Minha colega me ajudou muito. Às vezes, eu não estava na sala e ela apresentava o trabalho sozinha'', afirma.
O professor do curso de Fisioterapia, César Parreira, lembra que, além do amparo da lei federal que abona as faltas por causa de competições, os alunos podem se ausentar em outros 25% do total de aulas. ''Quem estuda em cursos de tempo integral tem mais dificuldades. Às vezes é possível substituir uma avaliação por um trabalho. Mas é importante esclarecer que a cobrança é a mesma para atletas e demais alunos do curso'', concluiu. (G.A.)





