TEMPO

O tempo é inclemente, mesmo com os mais vitoriosos. Não somos imortais e, como já disse o supercraque Zico, o grande jogador morre duas vezes: uma quando aposenta as chuteiras e outra quando nos chama aos céus. Juvenal Juvêncio, como diretor de futebol e como presidente, e Rogério Ceni têm muito em comum. A paixão pelo Sampa, carreiras supervitoriosas, com campeonatos mundiais, Libertadores, tri do Brasileiro... Quer mais? Ninguém ganhou tanto no Brasil nas últimas décadas.
Há pouco tempo, o clube era exemplo de boa gestão e olhava de cima para os outros clubes. JJ teve a chance de modernizar o clube, abrindo-o para uma nova governança, empresarial, e mais uma vez o SPFC estaria à frente de seus pares. Em vez disto, se apegou ao cargo, não preparou sucessor e a mudança do estatuto foi para ficar mais um mandato. Mereceria estátua como o presidente com mais taças da história do glorioso clube. Ceni, por sua parte, é a exceção à regra. Exemplo de ídolo, permaneceu no Tricolor enquanto todos os de seu quilate ou menos partiam para carreira no exterior. Fez mais de 100 gols como goleiro, recorde mundial. Vem adiando a aposentadoria e sofrendo com o time que não se acerta, num clube que parou de acertar faz algum tempo. Pode ser que tanto JJ quanto RC queimem os que desejam que se retirem de cena. Eu ficaria feliz. Como é difícil parar!!!





