Rio - Luiz Felipe Scolari foi confirmado ontem como o novo técnico da seleção brasileira. Com a experiência de ter sido pentacampeão mundial há 10 anos, ele foi contratado pela CBF para substituir Mano Menezes, demitido na semana passada, e terá a missão de comandar o Brasil em busca do hexa na Copa do Mundo de 2014. Junto com ele chega o tetracampeão Carlos Alberto Parreira, que será coordenador. Ambos foram apresentados pelo presidente da CBF, José Maria Marin.
Em sua primeira entrevista coletiva, Felipão já mandou um recado claro ao assumir o cargo. Segundo ele, o Brasil tem "obrigação" de conquistar o título do Mundial por estar jogando em casa. "É bom que fique claro: temos a obrigação, sim, de buscar o título. Hoje, não somos favoritos, mas pretendemos nos tornar favoritos. Vamos trabalhar para isso", afirmou.
Atualmente com 64 anos, Felipão evitou fazer muitas comparações com a sua primeira passagem pela seleção. "Me sinto mais motivado, mais jovem, em condições de assumir o cargo. Acho que as dificuldades podem ser um pouco diferentes, mas são parecidas", avaliou o treinador.
Para ajudar, ele já tratou de pedir o apoio do torcedor brasileiro nessa caminhada até o Mundial de 2014. "A ideia é fazermos novamente uma composição, em um ambiente em que haja envolvimento entre a seleção e a população para chegarmos confiantes na Copa", disse Felipão.
Ao falar sobre seus planos para o time, Felipão disse que irá promover uma sequência natural do trabalho feito até agora por Mano Menezes, mas que, aos poucos, vai implantando seu estilo. Ele aproveitou para defender a jovem geração do futebol brasileiro, especialmente Neymar.
Sem adiantar nomes de possíveis convocados, Felipão revelou que tentará mesclar juventude e experiência no grupo brasileiro. "A seleção é jovem, mas tem outros jogadores experientes que podem dar sua contribuição. E fazer com que a seleção não seja tão jovem", explicou.
A estreia de Felipão no cargo será no dia 6 de fevereiro em amistoso contra a Inglaterra, no estádio de Wembley, em Londres. "Será muito bom jogar lá", disse o treinador. Depois, o Brasil ainda deve fazer mais quatro jogos antes da Copa das Confederações em junho.
Dois amistosos já estão marcados, ambos em junho. No dia 2, o Brasil enfrenta a Inglaterra, no estádio do Maracanã, no Rio de Janeiro. No dia 9, será a vez de jogar contra a França, no Mineirão, em Belo Horizonte. E a CBF ainda tenta usar as duas datas reservadas pela Fifa em março para jogos de seleções.
Agradecimento
Mesmo com os bons resultados conseguidos nos últimos compromissos com Mano Menezes, Marin entendeu que a seleção precisava de um treinador mais experiente e, como ele próprio disse, com um "perfil vencedor" para jogar em casa a Copa das Confederações de 2013 e o Mundial de 2014. Assim, demitiu o técnico na última sexta.
Mas o dirigente não deixou de agradecer o trabalho do ex-treinador da seleção e do ex-diretor de seleções, Andrés Sanchez, que entregou o cargo (agora extinto) na última quarta. "Ao meu amigo Andrés Sanchez, um agradecimento. As portas da CBF sempre estarão abertas. Ao Mano, a sua comissão, ao Sanchez, desejo felicidades a eles e insisto: portas abertas", discursou Marin.

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